segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Como posso???

Como posso?

Ouvi, no meio de uma conversa, alguém dizer que Deus Se decepciona conosco quando erramos, assim como Se decepcionava com os discípulos quando estes erravam. De repente, meus ouvidos se fecharam e não ouvi mais nada. Essa frase ficou martelando em mim. E me fixei em dois pontos: no espelho de minha alma e no caráter de Deus.
Como posso decepcionar ao Deus que me criou? Que me conhece antes da fundação do mundo? Que Se fez homem porque conhecendo minhas limitações sabia que tinha de Se tornar um de nós para que Eu pudesse ouvi-Lo e entendê-Lo? Que experimentou na própria carne as limitações de ser homem? Que conhece minha natureza e sabe que sou pó?
Como posso decepcionar ao Deus que Se entregou na Cruz por mim para me libertar da escravidão do pecado quando eu ainda não O conhecia? Como posso decepcionar ao Deus que Se entregou na Cruz por mim quando eu ainda era pecadora? Que me reconciliou com o Pai quando eu ainda era sua inimiga?
Como posso decepcionar ao Deus que sabe que não possuo mérito algum? 
Como posso decepcionar ao Deus que nos reconciliou com Ele em Cristo por Graça? Que por Seu Amor me atrai pra junto de Si com cordões de Bondade?
Como posso decepcionar ao Deus que me Ama, só porque me Ama, só porque
Ele é Amor?
Como posso decepcionar ao Deus que não espera perfeição de mim?
Como posso decepcionar ao Deus que só espera de mim que eu O ame?
Como posso decepcionar a Deus?
Como posso não amar ao Deus que me Ama?
Como posso não amar ao Deus que se preocupa mais com meu caráter do que com meu conforto? Como posso não amar ao Deus que não desiste de mim e que, a despeito de mim, trabalha no meu caráter?
Como posso não amar ao Deus que tudo faz para me conduzir em triunfo?
Como posso não amar ao Deus cuja Palavra flui dentro de mim, como rios de água viva, trazendo-me a Paz e a Alegria que não dependem desse mundo?
Como posso não ser grata a Deus por Ele ser Deus em minha vida?

Alguém de coração aberto se arvora a responder?

Denise Gaspar  26-02-09



A rejeição

Meu amiguinho de 09 anos, que mora na porta ao lado da minha, teve um probleminha de saúde. Pela Graça de Deus, já está bem e sem nenhuma seqüela.
Quando conversei com sua mãe, ela me contava com alguns detalhes o que repentinamente os assolou. O menino chegou a entrar em coma e depois não reconhecia ao pai. Ela me dizia: ele ficou arrasado quando não foi reconhecido.
Fiquei pensando na dor que Deus sente quando Seus filhos não O reconhecem e em como Ele fica arrasado.
Dois dias depois, encontrei o pai e toquei no assunto. Sabemos que é um pai amoroso e super ligado aos filhos. O que, infelizmente, é um tanto raro hoje em dia. Imagino o quanto seu coração ficou quebrado.
Ele contou que além do filho não o reconhecer pediu para que ele chamasse seu pai.  Ele acrescentou algo ao relato que novamente me reportou ao Pai. Disse qual foi seu pensamento na hora: “Caramba, meu filho tá mal!!!”. E redobrou sua atenção e cuidados sobre o menino. 
Há os que pensem que Deus castiga e ‘pesa Sua mão’ quando é rejeitado ou renegado. Todavia, se meu vizinho, que é homem e, por isso, limitadíssimo, pôde se condoer e redobrar seus carinhos e cuidados com o pequeno, dirá Deus.
Quando você O renega naquelas pequenas malcriações, ou quando Ele é rejeitado e trocado por falsos ‘pais’, Deus pensa: “Caramba, Meu filho tá mal!!!” e redobra Seus carinhos e convites.
O Pai está no portão a espera do filho pródigo pra festa!


Denise Gaspar - 18-08-09

A Porta e o Caminho

Jesus é a Porta, pela qual se entra, não num cubículo onde ficamos aprisionados a um monte de ‘nãos’. “Não toques. Não comas. Não faças”.

Jesus é o Caminho, não é o fim.

Jesus é a Porta pela qual entramos e saímos e encontramos pastagem. Saímos e encontramos liberdade para o ‘sim’.

Jesus é o Caminho, quando encontramos com Ele iniciamos uma nova jornada.

Chegamos à Porta e a atravessamos, saímos da prisão deste mundo. Somos libertos da escravidão do pecado, que nos aprisionava ao ‘não’: “Não, eu não sou livre pra fazer o que quero, estou preso e condicionado a fazer o que o mundo e o pecado querem. Não, eu não sou livre para amar a Deus”.

Escravos não têm o direito de dizer ‘não’, fazem aquilo que o seu senhor manda. E o pecado só nos constrange a fazer coisas das quais nos arrependemos e as quais nos fazem mal.

Chegamos à Porta, entramos, saímos e entramos no aconchego do Pai e encontramos pastagem. Alimento pro nosso espírito, pra nossa alma.  Encontramos sustento pra nova Caminhada.

Agora somos livres para dizer ‘sim’: “Sim, eu amo a Deus. Sim, eu vou fazer o que quero e não vou fazer isso só porque todo mundo faz. Sim, eu sou livre pra ser feliz. Sim, eu decido o que quero e estou livre dos modismos, conceitos e dos valores desse mundo. Sim, eu sou livre”.

Em todo o tempo Jesus nos convida a estar com Ele, a sermos Seus amigos, Ele nos convida à liberdade. Se alguém já se sentiu cativo de alguma coisa em algum momento entende do que Jesus está falando.

Ele não nos convida a trocar uma escravidão por outra. A gente, no máximo, por nossas próprias forças, consegue se ver livre de uma coisa e se vê presa a outra.

Por isso, Ele nos convida todo o tempo:

“Vinde a Mim, todos os que estiverem cansados e sobrecarregados e Eu os aliviarei. Tomem sobre vocês o Meu jugo e aprendam de Mim, porque Sou manso e humilde de coração; e acharão descaso para suas almas. Porque Meu jugo é suave, e o Meu fardo é leve”. Mt11:28.

“Se alguém tem sede, venha a Mim e beba. Quem crer em Mim como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. Jo7:37 e 38.

Uma vez atravessada a Porta, que é Jesus, encontra-se o sustento e a capacitação pra continuar a jornada de liberdade. Porque Ele nos dá de Seu Espírito para nos consolar, nos guiar a toda Verdade, nos admoestar, nos orientar, nos sustentar... A única coisa que Ele jamais tira de nós é nossa autoridade em escolher estarmos ou não no Caminho, em permanecermos ou não no Caminho. Ele jamais retira de nós nosso direito a escolher dar ouvidos ou não ao que diz Seu Espírito ao nosso coração.

Mas, também, nunca desiste de nós.

Jesus nos ama e quer estar todo o tempo conosco para nos conduzir e garantir a vitória: vivermos livres na Presença de Deus.

Minha oração é para que tenhamos o coração aberto para esse encontro com Cristo. Que estejamos abertos ao Sim.
Sim, eu abro meu coração para ouvir a Tua voz, Senhor.
Sim, me arrependo de ter andado afastado de Ti.
Sim, eu desejo que Tu operes em Mim o Teu querer e o Teu realizar segundo a Tua boa, perfeita e agradável vontade.
Sim, eu quero que Tu Reines em minha vida e que a Tua Vontade seja Soberana em meu viver.
Sim, eu entrego a minha vida em Tuas mãos porque sei quem És e confio em Ti.
Sim, Jesus, glorifica o Teu nome em minha vida.
Sim, eu Te amo.
Em Nome de Jesus, obrigada, Senhor.


Denise Gaspar.  24-02-09

sábado, 28 de novembro de 2015

Tentação

Texto Mt 4:1-11                          

A tentação se dá nos momentos de fraqueza. Jesus estava 40 dias e 40 noites sem comer. Esse era o momento apropriado para tentá-Lo. Ele estava fraco.
O mesmo acontece conosco. Somos tentados em nossa fraqueza, na área que somos/estamos mais vulneráveis. Por isso Paulo diz que o Poder se aperfeiçoa na fraqueza. Porque estando fracos só resistimos às tentações que surgem pelo Poder de Deus.
Se o diabo tivesse aparecido corporeamente e chamado Jesus a ir com ele, com certeza, Jesus não teria ido. Mesmo em nossos momentos de fraqueza o diabo não nos aparece visivelmente. Porque o vendo fisicamente, ainda que fracos, nos encheríamos de força para resisti-lo e não ceder a seus ardis. A luta com o diabo se dá na mente.
É na mente que as tentações se apresentam. Por isso a Palavra fala de suas vãs sutilezas. O diabo age na sugestão; em pensamentos, sentimentos e em vozes que parecem aconselhar.
A todas as tentações Jesus resistiu com a Palavra. Veja bem: não é uma questão de pensamento positivo, nem de mantras, nem de palavras mágicas. Pouco importa se foram ditas em aramaico, grego, chinês ou português. Digo isso porque existe uma moda que diz que o poder está em dizer a palavra no seu original. Jesus resistiu ao diabo e aos dardos inflamados do maligno pela expressão de Sua total confiança nas verdades de Deus.
“O nome de Jesus é só um nome se não significa quem Ele É. Tem de se traduzir em Paz e em Amor”, (pr Caio Fábio). Aliás, o nome Jesus era muito comum naquela época. Por isso mesmo chamou-Se Jesus. O especial não era o nome em si mas o significado de quem Ele É. A Palavra Viva, o Redentor, o Resgador, o Reconciliador.
Jesus resistiu as tentações firmado na certeza do que Deus nos provê, de quem somos em Deus e reação que temos com Ele.
“Não faço o que Me manda porque creio que há algo mais importante que a comida. As Verdades que vêm de Deus são o que verdadeiramente Me sustentam”.
“Não vou Me lançar para te provar nada porque Eu sou quem sou em Deus e não preciso tentá-Lo nem fazer loucuras para mostrar-te quem sou”.
“Não vou adorar-te. Tu não tens absolutamente nada, nenhum poder nem autoridade, para Me conceder alguma coisa. A Mim só importa adorar a Deus”. (vide Sadraque, Mesaque e Abdenego).
E mandou que o diabo se retira-se e o diabo O deixou. E por quê? Porque viu que Jesus verdadeiramente cria nas Verdades da Palavra do Pai.
O diabo o tentou para saber quem era Jesus. O diabo nos tenta para saber quem somos em relação a Deus. Você é um freqüentador de igreja? Seguidor de personalidades? E de modismos? Ou, de fato, vive pela convicção de que Deus É Deus e de que a Sua Palavra é a Verdade que nos conduz em triunfo eterno? Você vive uma vida religiosa ou vive pela plena convicção da esperança da Glória: Jesus?
A palavra diz em           que o Senhor deixou que fossem tentados para que eles próprios soubessem o que tinham no coração.
A Palavra está viva em nós ou é como o conhecimento secular que acumulamos. Você pode ser um profundo conhecedor da história da humanidade, pode ser um excelente matemático, um filósofo dedicado, mas na hora de tomar decisões esse conhecimento é posto de lado e o que toma o centro de seus cuidados são os seus interesses e sentimentos, suas vontades e vantagens, seus prazeres e seu poder, (seja de vingança, de fofoca, de malediscência, ou mesmo político ou econômico).
Assim são muitos “crentes”. São bons repetidores de versículos, se saem bem na escola bíblica dando respostas padronizadas, vestindo máscaras nos horários marcados para serem religiosos. Mas na hora de viverem a vida cristã, ou seja, em todos as horas, em todos os lugares, em todas as situações do cotidiano põem em prática as suas invejas, seus desejos e despeitos, suas porfias e seus ciúmes, o desejo de ser o maior e aparecer ou, pelo menos, ser mais que o outro e que alguns. (Senhor obrigado porque não sou como os demais, ou como o fulano, aquele ali).
Quando a Palavra de Deus é viva... Quando é vida em nós... Quando vivemos pela certeza de coisas que se esperam e a convicção de fatos que não se vêem, ou seja, quando vivemos pela fé nosso comportamento é outro. Nas tentações e nas decisões que temos de tomar todo o resto é posto de lado. O que nos era importante não é mais. Porque o que importa é viver pelas certezas garantidas pela Palavra. Melhor dar que receber; não retribuir o mal com o mal; perdoar os que nos agridem; orar pelos que nos perseguem; ficar longe de toda amargura e gritaria... E pela convicção de fatos que não se vêem. Ou seja, que em todas as coisas Deus trabalha para o nosso bem; que Ele transforma maldições em bênçãos; que somos mais que vencedores em Cristo Jesus; que somos conduzidos em triunfo eterno...

Tendo resistido ao diabo crendo e sujeitando-se a Deus logo Lhe vieram anjos e O serviram. 

Denise Gaspar  -    11-02-08

Maravilharam-se de Sua Autoridade

“Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da Sua doutrina, porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas”. Mt 7: 28, 29.

Aquela multidão vinda de diferentes cidades estava ali assentada ouvindo Jesus ensinar a Seus discípulos. E o que ficou conhecido como o Sermão do Monte começou com as bem-aventuranças e passou por pontos delicados e estratégicos da vida. O sermão é muito mais difícil de ser cumprido-vivido do que as leis estabelecidas por Deus através de Moisés. Ninguém conseguiu cumprir a lei já que os que vivem pela lei têm de cumpri-la toda. Por conseguinte, o cumprimento das “regras” da Nova Aliança que Jesus estava estabelecendo ali, são impossíveis de serem cumpridas. Porque convergem para um único ponto: o Amor de Deus. Para que possamos vivê-lo só há um meio: que Deus habite em nós e viva em nós esse Amor.
Mas nem a multidão e nem os discípulos discerniram isso. Esses só puderam entender isso depois do pentecoste. No entanto, as multidões estavam maravilhadas com Sua doutrina.
Ora, como podiam maravilhar-se com ensinamentos impossíveis de serem cumpridos por esforço e méritos próprios? Porque Ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas. Os escribas ensinavam a lei no estilo “façam o que digo e não façam o que eu faço”. Jesus mesmo disse que eles punham fardos pesados ao povo os quais eles mesmos não cumpriam, embora fossem ótimos fiscalizadores, cobradores e juízes.
Aquelas multidões se maravilharam porque não estavam ouvindo falar de regras e sanções. Estavam ouvindo falar do Amor genuíno, o Amor de Deus e de Sua prática. E ouviam de quem tem autoridade de falar porque Jesus é o próprio Deus cuja essência é o Amor.
Maravilharam-se porque Jesus estava lhes mostrando a Sua Essência e Caráter.


Denise Gaspar  (20-02-08)      

Maravilharam-se de Seu Poder

“Então, entrando Ele no barco, Seus discípulos O seguiram. E eis que sobreveio no mar uma grande tempestade, de sorte que o barco era varrido pelas ondas. Entretanto, Jesus dormia. Mas os discípulos vieram acordá-lo, clamando: Senhor, salva-nos! Perecemos! Perguntou-lhes, então, Jesus: Por que sois tímidos, homens de pequena fé? E, levantando-Se, repreendeu os ventos e o mar; e fez-se grande bonança.
E maravilharam-se os homens, dizendo: Quem é Este que até os ventos e o mar Lhe obedecem?”.
Mt 8: 23 a 27.

Ao ouvirem o Sermão do Monte as multidões se maravilharam de Sua Autoridade. Agora, nessa passagem descrita por Mateus, os homens agora se maravilharam com Seu Poder.
Depois de ter curado muitos doentes e de ter expulso muitos demônios, vendo Jesus que havia muitas pessoas ao Seu redor, ordenou aos discípulos que entrassem no barco e passassem à outra margem. Como estava cansado, Jesus dormiu.
Eis que sobreveio grande tempestade e aqueles homens, experientes no mar, amedrontaram-se tal a violência das ondas e dos ventos. E Jesus permanecia dormindo como se estivesse numa cama confortável, num quarto aconchegante, numa casa segura e amiga. Dormia como se não houvesse tempestade alguma, mas uma brisa suave e tranqüila.
Desesperados Lhe acordaram suplicando por socorro: “Senhor, salva-nos! Perecemos!”. Diante do grande mal só lhes restava gritar e se desesperar até serem tragados pela morte. Jesus despertando questionou a fragilidade da fé, da segurança, da estabilidade daqueles homens diante das tempestades.
Não é o enfoque dessa reflexão, entretanto, abramos um parêntesis porque muito é dito sobre essa repreensão. Creio que Jesus os repreendeu por se desestabilizarem. Perderam a estabilidade emocional e da fé diante da tempestade mesmo tendo plena convicção de que Jesus estava com eles. No mundo teremos tempestades e aflições, mas, se Ele está no barco conosco, se Ele está no controle de nossas vidas, não há porque perdermos a estabilidade. Podemos sentir medo, frio, angústia, fraqueza, impotência. De fato, assim somos nós, somos pó. Contudo, devemos manter nossos olhos postos n’Ele, o Autor e Consumador de nossa fé. Não só o Autor, mas também o Consumador. O início e o fim. Não devemos nos importar se estamos na bonança ou na tempestade, na chuva ou no sol, importa que Jesus esteja no controle ainda que nos pareça dormir. Jesus homem precisava dormir, descansar, comer, beber. Mas, agora, glorificado, o Guarda de Israel, o Senhor dos Exércitos, não dorme nem dormita, (cochila).
Parêntesis fechado, voltemos ao barco. Jesus levantou-se e repreendeu os ventos e o mar e fez-se grande bonança. O texto não diz, mas posso imaginá-lo voltando a dormir. Porque aquilo que fizera não era em si nada de extraordinário. Ele criou todas as coisas e tudo subsiste pelo Poder de Sua Palavra. Mas aqueles homens maravilharam-se por contemplarem o Poder de Jesus, por serem testemunhas vivas do Poder da Palavra.
Se antes não pensaram em descansar em Jesus, depois de tudo resolvido, tão grande lhes fora o impacto, admirados que estavam, aí é que eles não devem ter conseguido dormir mesmo!

Denise Gaspar  20-02-08

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O que foi dito antes é mais importante.

“E tudo quanto pedirdes em Meu Nome farei, a fim de que seja glorificado no Filho. Se Me pedirdes alguma coisa em Meu Nome, Eu o farei”. Jo14:13 e 14

Esse texto lido isoladamente parece nos dar o direito de pedirmos o que quisermos ao Pai, desde que em Nome do Filho, para que o recebamos.
Daí se pedir, de fato, qualquer coisa. Pede-se de acordo com as necessidades, os sentimentos, os desejos e as vontades pessoais e temporais pensando que Ele tem a obrigação de atender prontamente só porque se acredita que os pedidos tem o aval dessa passagem.
Essa distorção vai crescendo e passa-se a “determinar” o que Deus “vai fazer”. E diz-se: “eu já ‘determinei com fé’, por isso Deus ‘tem’ que fazer”. As pessoas estão pensando que Deus tem compromisso com teologias e crenças. Só porque “eu determinei”, segundo esse entendimento de que posso pedir o que quiser, e “com fé”, ou seja, com a ‘crença coletiva’ de que aquilo em que acredito tem poder, acham que Ele tem obrigação de dar o que estão pedindo.
 Essa “fé”, não é a fé bíblica, é apenas a crença de que, no minuto da ‘determinação’, Deus deixará de ser o Deus Soberano e Benigno para ser um serviçal de meus caprichos.
Deus tem compromisso com sua Palavra, com o que está dito por Ele. A Palavra que sai de Sua boca não voltará vazia, Se cumprirá a Seu tempo e para glória de Seu Nome. Deus não tem compromisso com teologias, nem com discursos veementes que criam e fortalecem crenças que distorcem Sua Palavra.

Opa!!! Vamos com calma! Esse papo ‘tá’ ficando pesado... vamos ao contexto do texto!

Esse versículo está contextualizado no que é ensinado na oração de Jesus: “Venha a nós o Teu Reino e Seja feita a Tua vontade”. Vejamos a passagem.


Na última ceia, após a saída de Judas, Jesus começou a falar-lhes sobre o que estava para acontecer. Disse-lhes que era hora de Ele ir para a cruz, entregar-Se para o resgate de todo aquele que crer em quem Ele É e no Seu Sacrifício.
Disse sobre as moradas no céu, as quais estava preparando para os que crerem. Tomé ficou interessado nas ‘moradas’; casas e mansões de pedra, paredes de argamassa e concreto. E perguntou-Lhe onde estavam essas construções, e qual o caminho deviam tomar para chegar lá.
Diante da pergunta Jesus não deixou margens a dúvidas: ‘Tomé Eu Sou o Caminho, Eu sou a Verdade, Eu sou a Vida, Eu Sou o Acesso às moradas de comunhão com o Pai. “Se vocês estivessem Me vendo através dos olhos espirituais, estariam vendo o Pai”.
Como sempre acontecia, (e ainda acontece), Jesus Se referia a realidades espirituais, mas eles só conseguiam pensar nas visíveis e materiais. Jesus estava falando que Ele, na Cruz, ia abrir o acesso a morada no céu. E foi o que aconteceu, o Seu Sacrifício e Ressurreição nos deu livre acesso ao lugar de comunhão e intimidade com o Pai.
E quando Felipe pediu diretamente: “mostra-nos o Pai e isto nos basta”. Jesus respondeu: “Ora, Felipe, estou convivendo com vocês há três anos e vocês ainda não viram o Pai? Eu e o Pai somos Um, se você vê a Mim, também vê o Pai”.
Explicou sobre Sua unidade com o Pai: as Minhas obras, na verdade, são as obras do Pai. A Minha vontade é a vontade do Pai. As Minhas palavras são as palavras do Pai.
Ele já tinha dito isso outras vezes. Como o fez após o encontro com a samaritana, por exemplo. Ele conversou e revelou-Se a mulher, ela largou seu cântaro e foi anunciá-Lo aos homens da cidade. Os discípulos ficaram perplexos vendo-O falar com uma mulher e, ainda por cima, samaritana, não sabiam o que fazer e ofereceram-Lhe comida. Ao que Jesus respondeu claramente: “A Minha comida consiste em fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a Sua obra”.
E concluiu dizendo que quem crer n’Ele, não como um nome mágico dito em português ou em hebraico, como um substituto ao ‘abracadabra’; mas, quem crer n’Ele como a Palavra Viva que Se fez carne e habitou entre nós para nos anunciar os mistérios de Deus e nos reconciliar com o Pai por Seu Sacrifício, esse, que crer assim, também fará as obras que estão no coração de Deus.
Daí, Suas palavras poderem ser entendidas sem mística e com naturalidade. Agora somos novas criaturas, somos cidadãos do Reino de Deus. Há uma nova lógica, uma nova motivação: o Amor.
“E tudo quanto pedirdes em Meu Nome farei, a fim de que seja glorificado no Filho. Se Me pedirdes alguma coisa em Meu Nome, Eu o farei”.
  Se tivermos comunhão com Jesus nossos desejos não serão mais os nossos desejos de antes, aqueles que nos enchiam o coração e nos moviam. Desejaremos aquilo que está no coração do Pai, aí, então, poderemos chegar diante de Deus Pai, em nome do Deus Filho, e pediremos o que quisermos e Ele o fará.
É falar com Deus, em nome de Deus, que desejamos que se realize a Sua vontade em nós e/ou através de nós e Deus o fará para Glória de Seu Nome e alegria nossa de sermos vasos de honra em Suas mãos.

“E esta é a confiança que temos para com Ele: que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve.

E, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”. 1Jo5: 14 e 15.

Denise Gaspar  (19-02-08)