quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Praticar a Justiça de Deus

Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica a justiça não procede de Deus, nem aquele que não ama a seu irmão”. 1Jo3:10

Praticar a justiça não significa ser justo como normalmente se entende. Levar tudo ‘à ponta de faca’, como diz minha mãe, e ser zeloso da lei julgando, todo o tempo, dizendo o que é certo e o errado; não é praticar a justiça.
Ser zeloso da lei, dessa forma, leva à contínua condenação porque ninguém é cumpridor da lei. Você já reparou que pessoas assim só conseguem perceber o lado ruim das coisas; têm sempre uma ponderação e/ou uma crítica a fazer; dificilmente fazem um elogio e quando o fazem tem sempre uma vírgula e um “mas” sem seguida? Essa é a justiça humana.
Quando diz “praticar a justiça” está se referindo à Justiça de Deus.
Justiça em que a misericórdia triunfa sobre o juízo. Justiça nutrida pelo amor que faz ao outro o bem que deseja que lhe seja feito todas as vezes em que erra, (ainda que o outro seja o inimigo ou o perseguidor). Justiça que ama ao próximo como a si mesmo. Justiça que mede com a medida com que deseja ser medido. Justiça que compreende: “Bem-aventurado os misericordiosos porque alcançarão misericórdia”.
Praticar a Justiça de Deus é amar o outro.
Quando diz que devemos “amar ao irmão” levanta um questionamento: como não amar ao irmão? Professamos a mesma fé, temos o mesmo Pai, somos guiados pelo mesmo Espírito, então, como odiá-lo? A dificuldade reside aí. Infelizmente porque muitos, embora digam confessar a mesma fé, não estão buscando verdadeiramente ao Pai, mas aos Seus favores. Então, não têm comunhão com Seu Espírito que possibilita esse entendimento. Aquele que tem o amor do Pai residindo e reinando em seu coração vê o outro, quem quer que seja, como seu irmão. Alvo de suas orações, objeto do Amor do Pai, razão do Sacrifício de Jesus, motivação para a ação do Espírito de Deus, tanto qualquer um de nós. Portanto, seja o próximo o inimigo, o perseguidor, o opressor, o injuriador, o adversário, ele é objeto de amor. E amá-lo é manifestar a justiça de Deus e amontoar brasas vivas sobre sua cabeça. Brasas que aquecerão sua consciência e permitirão que ele contemple a misericórdia de Deus. E enquanto vivemos um dia após o outro no quebrantamento e na decisão de amar o irmão somos tratados por Deus para sermos aperfeiçoados no amor.
“Aquele que guarda a Sua Palavra, nele, verdadeiramente, tem sido aperfeiçoado o amor de Deus”, 1Jo2:5.
“Porque a mensagem que ouviste desde o princípio é esta que nos amemos uns aos outros... Sabemos que já passamos da morte para a vida porque amamos aos irmãos; aquele que não ama permanece na morte”, 1Jo3: 11 e 14.
Se Deus manda que amemos e diz que ao amarmos somos aperfeiçoados no amor e que isso mostra que já temos a vida Eterna, então, não estamos falando do amor que o mundo conhece. Se o Amor de Deus fosse esse do mundo cheio de vontades e necessárias reciprocidades, esse que diz que todas as suas formas de manifestação valem a pena, não seria necessário o mandamento. Se o Amor de Deus fosse inerente  a natureza humana, não teria sido necessário Jesus Se esvaziar de Sua divindade, Se fazer homem, viver como homem, morrer na Cruz sem ter cometido nenhuma transgressão da Lei, mas carregando todo o nosso pecado e nem depois ressuscitar para nos garantir acesso à Vida Eterna, se o amor humano fosse suficiente o Espírito Santo não precisaria nos capacitar em santificação, entendimento e direção para que amássemos.
O amor humano expressa várias formas de satisfação, dependência, reciprocidade. O Amor de Deus, ao qual nos convida a vier e saborear em alegria e gratidão, é uma decisão unilateral que cobre multidão de pecados e permite e gera a transformação do outro enquanto nós mesmos vamos sendo transformados.
Concordo com você. Duro esse discurso. Irrealizável essa doutrina. O que nos leva ao mandamento de Deus, ao Sacrifício de Jesus, a capacitação do Espírito Santo, à nossa nova vida em Cristo, à nossa total dependência de Deus.
Uma vez aberto o coração para o agir de Deus e caminhando na perspectiva de vivermos um dia de cada vez contemplando Sua face, aprendendo d’Ele e sendo transformados, nos vem a certeza  de que vamos crescendo de decisão em decisão de obedecer, de fé em fé, de glória em glória, de vitória em vitória como a luz do dia que vai brilhando mais e mais até chegar a ser dia perfeito.

Denise Gaspar - 29-10-2011


Obediência

A obediência a Deus é vista como objeto de barganha. Regras de conduta moral que nos fariam acumular ‘bônus’ com os quais trocamos por ‘bênçãos’.

Obediência é fruto direto da confiança. E confiança é decorrente do conhecimento. Eu experimento Deus, conheço a Deus, confio n’Ele e O obedeço.
A obediência só é possível e válida segundo este postulado.
Eu conheço a Deus, conheço Seu caráter, sei que é bom, longânimo, misericordioso, santo, sem sombra de variação. Só O conheço se O experimento.
É preciso andar com Ele. Não dá para conhecer a Deus por ouvir alguém falar d’Ele. Preciso caminhar a Seu lado, ouvir Suas histórias e ensinos, perceber Seus gostos, saber O que admira, o que O deixa feliz, conhecer Sua personalidade, Suas reações, ver como Ele trata os diferentes tipos de pessoas nas diferentes circunstâncias, conhecer Seus propósitos...
Isso requer tempo, convívio, vontade de estar junto e de conhecer, disposição em seguir por onde Ele segue. Só conheço o pão depois de prová-lo, não adianta ficar olhando de longe a vitrine da padaria. Só conheço o pão quando eu o como, depois que ele deixa de ser pão e digerido passa a ser eu.
Jesus é o Pão que desceu do céu.
Então, o experimentei e conheço. Por conhecê-Lo sei que posso confiar n’Ele a ponto de seguir Seus passos mesmo quando não O entendo; mesmo quando, a princípio, discordo. Sei que Sua Vontade para mim é boa, perfeita e agradável, portanto, sigo Seus mandamentos. Eu os obedeço porque sei que o fim deles é vida.

Denise Gaspar - 29-19
-11

Me amar

Amar a Deus sobre todas as coisas e amar ao teu próximo como a ti mesmo.

Amar a Deus acima de qualquer outra pessoa, ídolo, idéia, ou coisa é um mandamento fácil de entender. Temos que amar a Deus mais e além do que amamos a qualquer outra pessoa. Temos que amar a Deus mais do que amamos até a nós mesmos. Portanto, todas as Suas Vontades, Mandamentos e Requisições são indiscutíveis, inegáveis e têm em mim pleno espaço, reconhecimento, concordância e autoridade.

Amar ao próximo como a mim mesma. Para entender como esse amor se manifesta uma questão se levanta imperiosa e aos gritos: como eu me amo? Qual o amor que tenho por mim mesma? E, mais importante, qual o amor que Deus quer que eu tenha por mim mesma?


Denise Gaspar  -  29-10-11

Leitura e leitura

Amélia é que era mulher de verdade....
“Quando eu estava de viagem te roguei para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina, nem se ocupem com fábulas e genealogias sem fim, que, antes, promovem discussões do que o serviço a Deus, na fé.
Ora, o intuito da presente admoestação visa o amor que procede do coração puro, e da consciência boa, e de fé sem hipocrisia...
Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timóteo...: combate o bom combate, mantendo fé e boa consciência, porquanto alguns, tendo rejeitado a boa consciência, vieram a naufragar na fé”. 1Tm 1: 3 a 5 e 18, 19.

O bom combate é combatido no guardar a fé tendo boa consciência.
Guardar a fé só é possível se conhecemos a Pessoa em quem confia. Essa é a boa consciência. Conhecendo a Deus estamos certos de Seu caráter e, por isso, podemos confiar sob quaisquer circunstancias, e não somos levados pelo engano do que se fala d’Ele por aí os que não O conhecem nem O querem conhecer.

Vou tentar ilustrar o que estou afirmando.
Principalmente nos dias em que vivemos e no Brasil sabemos muitas coisas as quais não conhecemos verdadeiramente.
Nesse mês em que se comemora o centenário de Mario Lago assisti a uma de suas entrevistas no programa Conexão Roberto d’Ávila. E que surpresa gostosa!
Todo nós conhecemos sua composição “Amélia” que só ouvimos alguém cantar se for em tom de deboche ou crítica a uma situação de opressão social.
“Amélia é que era mulher de verdade, Amélia não tinha a menor vaidade, ................... achava bonito passar fome”´.
Quantas críticas já ouvi, quanto deboche, quantas teorias criadas em cima de seus versos. Na Universidade então... onde as pessoas falam muito e teorizam sobre o que não conhecem...
Confesso que a letra sempre me soou mal. Eu achava que não combinava com seu autor. Usava dela na brincadeira, mas sempre com uma interrogação na cabeça.
Quando o próprio compositor, numa entrevista agradável e inteligente ao Roberto d’Ávila, falou sobre a música a letra tomou outro formato para mim. Estabeleceu-se a coerência que faltava, para mim, entre o criador e a criação.
Ele disse que se surpreendia com a repercussão deturpada de seu significado. A composição é a descrição do amor verdadeiro, da paixão. Quando se está apaixonado, as coisas tomam outra dimensão. O que antes era penoso, nesse momento, já não é tão sofrido. “Fala sobre amor e entrega. Não diz que ela tinha prazer em passar fome, mas que ela o amava tanto que se fosse preciso passaria fome a seu lado. Não deixaria de amá-lo por isso e nem o deixaria”. Contou ainda que viveu períodos como esse com sua esposa. Os tempos das ‘vacas magras’ não conseguiram abalar seu amor e seu casamento, mas, ao contrário, os uniu ainda mais.

“Desculpe, morena Marina, mas eu estou de mal”.

“Marina”, na ginga baiana e sensual de Dorival Cayme... Quem já não dançou, namorou ou apenas deu trato a sonhos doces e românticos ao som desse samba canção? Quantas vezes ouvi meu cunhado ao violão cantando gostosamente e com manha de namorador a “Marina” de Cayme. Pensamos na Marina morena que inspirou Dorival a compor esses versos. Quem teria sido? Uma namorada? Uma possível namorada? Uma inalcançável possível namorada? O que o levou a dizer que quando está bravo é incapaz de perdoar? Podemos imaginar mil  Marina e várias possíveis situações, todas enamoradas e cheias de meneios.
Hoje, no entanto, acordei às cinco da manhã e liguei a TV. E lá estava Dorival Cayme falando sobre inspiração. Explicava que as pessoas, em geral, pensam que a inspiração vem de divagações e de uma postura contemplativa e abstrata. Deitado na rede pensado entre um cochilo e outro e, de repente, a inspiração. Mas, ele afirmou que a inspiração pode vir de uma construção. Aí, então, contou de onde veio “Marina”.
Disse que seu segundo filho, o Dori, quando pequeno quando contrariado dizia: “estou de mal”. Um dia ele ficou pensando no “estou de mal”, “estou de mal”, “estou...” e cantarolou a frase: “estou de mal”, “estou...” E construiu a poesia. Não existiu nenhuma Marina, não se refere a nenhum enamoramento, mas às mal criações de seu filho. Depois dessa ‘revelação’ veja se a letra não trata exatamente de uma mal criação.
Conforme ele ia contando eu me desmanchava em risos e ‘ouvia’ meu netinho falando e fazendo o mesmo quando contrariado. “Eu estou muito mal com você... não vou emprestar meu carrinho de bombeiro pra você brincar”.
O que leva as pessoas a acharem que a inspiração é uma tão diferente do que a que moveu o coração do criador? O que leva as pessoas pensarem que o criador quis enviar uma mensagem tão diferente da original?
Falta de conhecimento.
Pegar uma obra pronta e ler a partir de nossos sentidos, afetos e intenções; de nossas realidades, capacidade de análise e de interpretação; de nossos objetivos em explicar uma situação e de justificar alguma coisa é possível e até pode levar a acréscimos sociais, culturais e políticos. Mas em todos os casos temos de deixar registrado que é uma leitura independente da intenção original do seu autor.
Mario Lago nunca fez uma canção defendendo e romantizando a submissão feminina aos caprichos de um homem mal resolvido, autoritário e sem amor.
Dorival Cayme nunca descreveu uma situação de desentendimento amoroso.
Essas interpretações vieram de uma leitura independente de seus propósitos e refletem uma conjuntura social e cultural, como crítica ou justificativa do que se pretenda. Leitura essa que pode mudar com o tempo. As ‘músicas clássicas, como chamamos hoje, e pelas quais em geral se tem um reverente distanciamento como se elas fossem ‘sacras’, em seu tempo eram tidas como profanas. Como os órgão que tocam nas igrejas, hoje, remetem a uma espiritualidade e a uma santidade tradicionais que não refletem sua história.

Acho que você já entendeu o que estou querendo dizer. Não podemos conhecer a Deus de ouvir alguém falar. Não é para um relacionamento cheio de intermediários, memorandos e recados que Deus nos chama. Jesus morreu na cruz e ressuscitou para nos dar livre acesso ao Pai. Para que tenhamos uma vida de comunhão com Ele.
Você quer conhecer a Deus? O que o pastor ou o padre ou o seu amigo dizem pode ser interessante e proveitoso, mas nada substitui o seu momento particular com Ele. O convite é para sentarmos com Ele num particular de Pai e filho.
Temos de querer conhecer o que Deus disse e fez e compôs como Ele realmente pretendeu que fossem. Deus não é um artista, um homem que expressou uma emoção que descreva seu desejo e seu pensamento num determinado momento conforme uma determinada circunstância que pode ser alterada e relida de várias maneiras.
Ele é o Criador da Vida. O Autor e Consumador de nossa fé. Ele é o Amor que surpreende, arrebata e transforma. Então, não dá para manter um relacionamento a distância com Ele. Ele é Pai e, como tal, quer conversar pessoalmente conosco, quer ter momentos de intimidade. Deus não é um deus que se relaciona com as massas. Deus é Deus Pessoal, Ele nos chama pelo nosso nome, nos toma pela nossa mão direita para nos conduzir, tem uma morada preparada para cada um em especial e tem um nome para cada um de nós escrito na palma de Sua mão.
Esse não é um deusinho qualquer.
Deus é Amor e quer revelar esse Amor, ou seja, a Si próprio a cada coração em particular.
Basta você dizer: “eu quero Te conhecer!”.
Leia a Bíblia. Ela não é um livro histórico, não é um manual de uso do homem, como alguns dizem, não é um livro de lei moral. A Bíblia é a Palavra de Deus. Eu disse “É” e, não, ‘contém ‘.
Todos os mistérios de Deus estão revelados em Cristo Jesus e Cristo é o Verbo, Ele é a Palavra de Deus.

Denise Gaspar - 05-12-11

O Reino

“Venha o Teu Reino e seja feita a Tua vontade assim na Terra como é feita no céu”, essa é uma das frases que aprendemos na oração que Jesus ensinou aos Seus discípulos. E nós somos Seus discípulos, somos Seus aprendizes, então precisamos aprender o significado dessas palavras e não apenas repeti-las como se sua repetição em conjunto carregasse intrinsecamente algum poder. O seu poder está na consciência de sua significação e na sinceridade do clamor.
“Venha o Teu Reino” é um clamor para que o Reino e a Soberania de Deus se instale em nossa vida. Quando oro dessa forma estou abrindo mão do controle de minha vida. Estou pedindo para que Ele se assente no trono de meu coração e reine livremente. Tomo a iniciativa lançando mão de meu maior direito, meu livre arbítrio. E apenas essa iniciativa tem importância e valor diante de Deus. Essa frase da oração repetida à exaustão não tem nenhum valor se eu não estiver consciente de seu real significado e se eu não a estiver pronunciando com total convicção e liberdade.
Eu preciso conhecer o Rei para que possa me render e me sujeitar por vontade própria a Ele. Por isso Jesus, o Verbo que Se fez carne, o Deus que Se fez homem, veio habitar entre nós. Os mistérios de Deus estão revelados em Cristo. Se nós buscarmos conhecer sua face, abrirmos o coração para Ele, que é a própria Palavra revelada, então saberemos quem é Rei e a qual o Reinado estaremos nos sujeitando.
Toda a vida de Jesus, Seus ensinamentos, Sua prática de vida são a manifestação do Amor. Não do substantivo abstrato ‘amor’ que anda muito badalado por aí justificando as coisas mais absurdas. “Toda forma de amor vale a pena se a alma não for pequena”. Só se a alma for realmente pequena é que se pode pensar que toda ‘forma de amor’ vale a pena. Como se existissem várias formas de amar. Amar é promover vida. Em nome dessas várias formas de amor, no entanto, pessoas subjugam outras, pessoas se envaidecem e narcisizam, pessoas idolatram, pessoas abandonam, matam...
O Reino de Deus, que Jesus veio anunciar e ao qual nos abriu livre acesso, é o Amor descrito por Paulo.
“Eu passo a mostrar-vos o caminho sobremodo excelente. Porque ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine. Porque ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei. Porque ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que eu entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará”...
Todos os atos descritos por Paulo podem ser entendidos como gestos de amor em si mesmos. Olhamos os atos e os julgamos como sendo amor, contudo eles podem ser feitos por vários motivos. E o que Paulo está dizendo é que só Deus conhece quais são nossas motivações. Se a motivação não for amor, de nada valerá.
“O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se ufana, não se ensorberbece, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal; não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba”...
Só o Reinado de Deus estabelece esse Amor em nossa vida.
Essa descrição feita por Paulo é lida, em geral, como poesia distante e utópica. Como sendo a personalidade de Deus, mas retórica para nós e em nós. Contudo, repare que Paulo começa a discrição afirmando: “passo a mostrar-vos o caminho sobremodo excelente”. Paulo faz essa colocação na primeira carta aos coríntios bem no meio de sua explicação sobre os dons de Deus dados à igreja. Ele fala sobre os dons espirituais, diz que não devemos ser ignorantes quanto a eles, os enumera e descreve e, de repente, pára tudo e afirma categoricamente, nenhum desses dons terá algum valor se não houver amor. E termina dizendo: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor”. Depois dessa parada significativa e brusca retoma o ensino sobre os dons. Tendo deixado bem claro que qualquer um deles praticado sem amor não tem nenhum valor.
Se a descrição do Amor feita no cap 13 é a personalidade de Deus e se esse é o Seu caminho sobremodo excelente para nós, então Ele nos capacitará pela Sua Presença e por Seu Reinado em nós a sermos como Ele e andarmos pelo Seu caminho.

Então, quando oramos “venha o Teu Reino” estamos clamando por Amor em nossas vidas. Amor que se manifesta concretamente em perdoar como fomos perdoados, ou seja, imerecida e ilimitadamente. Manifesta-se em abençoar os que nos amaldiçoam, em orar pelos que nos perseguem. Concretiza-se na limpeza de meu coração de onde é arrancada toda raiz de amargura, toda tentativa de auto-justificação, toda a necessidade de ser mais e maior.

Quando nos rendemos ao Reinado de Cristo nos tornamos Seus discípulos para receber e aprender d’Ele novas todas as coisas. Ele mesmo disse que quem tem sede vá a Ele e beba e para aprender d’Ele que é manso e humilde. Nessa caminhada com Jesus em tudo e em todas as situações Ele opera para o nosso bem, para a edificação do Seu Reino-Amor em nós.
Quando oramos “seja feita a Tua vontade assim na Terra como no céu” estamos clamando por capacitação para vivermos em Amor e assim, em nossa prática diária, ser luz e sal terra.
A vontade de Deus para nós é que a cada dia sejamos transformados na face de Cristo. A vontade do Rei, ao qual estamos nos sujeitando, é que Cristo seja conhecido e reconhecido por Sua própria Presença em nós. Presença que vai transformando, pela Graça, nosso caráter, mudando nossa essência, substituindo nossos valores pelo Valor Real, o Amor.
Em nosso dia a dia, onde quer que estejamos, qualquer que seja a circunstância que estivermos vivendo estejamos sob a Autoridade Real do Pai, e, assim, possamos exalar o bom perfume de Cristo, o Amor.
O Reino de Deus é amor que Se manifesta em Alegria, Paz e Justiça, que Se manifestam em Misericórdia, Graça, Perdão, Reconciliação e Acolhimento que são a manifestação do Poder de Deus; o Todo-Poderoso.
Amor é Poder!!!
O Reino de Deus é Amor, é Poder da Graça para salvação de todo aquele que n’Ele crê com a fé que se rende ao Seu Senhorio.
Todo significado que possa se atribuir ao Reinado de Cristo que não seja Amor é estelionato, falsificação, heresia. Por isso, conheçamos e prossigamos em conhecê-Lo, permaneçamos voluntariamente n’Ele e sob Seu  Senhorio.


Denise Gaspar - 11-10-10

O mau de dentro e o diabo de fora

O pecado nasce das cobiças do coração, por isso Jesus disse que o que sai do homem é o eu contamina. Não há diabo que possa tocar ou entrar numa pessoa se essa, pela comunhão e na dependência total de Deus, não der lugar aos maus desígnios do coração.
O que alimenta o diabo é o que está dentro do homem. E o homem não tem condições de se livrar ou domesticar o mau que está dentro dele. Mas, se, ao contrário, alimentar sua mente e seu espírito com o que é bom, puro e verdadeiro: a Palavra de Deus e der liberdade ao Espírito de Deus para agir em sua vida do seu interior fluirão rios de águas vivas.

“Então, Jesus lhes disse: assim vós também não entendeis? Não compreendeis que tudo o que de fora entra no homem não o pode contaminar, porque não lhe entra no coração, mas no ventre, e sai para lugar escuso? E, assim, considerou puro todos os alimentos.
E dizia: O que sai do homem, isso é o que o contamina. Porque de dentro, do coração dos homens, é que procedem os maus desígnios, a prostituição, os furtos, os homicídios, os adultérios, a avareza, as malícias, o dolo, a lascívia, a inveja, a blasfêmia, a soberba, a loucura. Ora, todos estes males vêm de dentro e contaminam o homem”, Mc7: 18 a 23.


Denise Gaspar – 25-01-2010

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Vasos inegavelmente de barrro

Os tempos são difíceis, e vemos, ouvimos muitas mensagens que se pretendem bíblicas e, no entanto, sem nenhuma base na Palavra de Deus. Eu, particularmente, não conheço muitos ‘pregadores’ e pastores. Mas o que tenho visto são pessoas usarem pequenas passagens e até mesmo um único versículo no qual baseiam suas pregações que são marteladas nos ouvidos e nos corações dos incautos. São agressões violetas que entristecem o Espírito Santo e enganam os que desconhecem a Palavra.
Não é desses que quero falar porque só o não estarem firmados na Palavra, qualquer que sejam suas atitudes e assepsias morais e sociais, já estão fora do Reino e Jesus lhes dirá que não os conhece e serão lançados fora.
Quero dividir com você uma pequena reflexão sobre os que entregam mensagens firmadas na Palavra de Deus, mensagens que nascem do coração de Deus para alimentar e fortalecer aos Seus amados.
Sem mencionar nomes vou pensar baseada em casos que conheço. São poucos, é verdade. Na minha caminhada com Jesus não visitei muitos lugares e não conheci muitas pessoas investidas do propósito de partilhar a Palavra de Deus que queima e arde em seus corações.
O primeiro, quando conheci me chamou a atenção porque partilhava a Palavra de tal forma que o Espírito se alegrava e meu coração regozijava como nunca antes nos primeiros anos de caminhada. Com o tempo, não sei o que aconteceu, suas mensagens tornaram-se diferentes e passaram a ser repetições de causos e mais causos que ele viveu ao lado de Deus.
Um outro, que nem lembro o nome, poucas vezes estivemos juntos, mas a mensagem estava firmada na Palavra. Pessoas que considero, com respeito a busca de Deus, contaram-me do seu compromisso com a Palavra. No entanto, outras pessoas contaram situações de sua vida que o desabonavam. Percebi que era um amado de Deus em restauração.
Noutro, nas mensagens firmadas na Palavra, percebemos feridas em seu coração e, para alguns, justificações. Alguém que tendo o chamado de Deus para partilhar a Sua Palavra, sofreu com seus erros e com os naturais julgamentos e ataques, e agora está em restauração.
Um homem que partilha a Palavra através de mensagens profundas sobre a ação do Amor de Deus em nossos corações, por algum motivo que ninguém sabe, isolou-se de tal forma, fechando-se num casulo hermético. Percebo a mão de Deus tratando e restaurando sua vida.
Uma outra pessoa com a unção e o chamado de partilhar o Amor da Palavra não se sente momentaneamente preparada para assumir uma posição de frente devido as dores e ataques da caminhada. Um momentaneamente que já dura alguns anos. Alguém que está em tratamento no balsamo amoroso de Deus.
Algumas reflexões me vêm dessa percepção.
Todos são homens e mulheres chamados por Deus para partilharem a Verdade do Amor de Deus: a Palavra. Todos em tratamento e em processo de restauração nas mãos maravilhosas e fiéis de Jesus.
Já ouvi que essas pessoas doídas e em tratamento divino não deveriam estar a frente de nenhum trabalho. “Um soldado ferido não vai à guerra”. Fico pensando: enquanto os feridos por causa do amor a Cristo ficarem parados em restauração, outros que, se quer têm o chamado, estão por aí disseminando uma pregação bate-estaca com o nome do que É, mas não é.
Penso que houve um tempo em que se podia parar. Ou, pelo menos, um tempo em que se podia fazer longas paradas.
Quando o profeta Elias chamou Eliseu esse pediu para ir despedir-se de seus pais e o profeta ficou esperando que o fizesse. Um dos discípulos, quando chamado por Jesus, pediu para ir antes sepultar a seu pai, e Jesus disse que deixasse os mortos sepultarem seus mortos. Não havia tempo. Não há mais tempo.
Deus tem Poder, Todo Poder, para operar o tratamento necessário em nossos corações, enquanto caminhamos. Enquanto andamos no Caminho para o qual fomos resgatados.
 Somos vasos de barro. Inegavelmente de barro. Não temos em nós mesmos nenhum valor nem nenhuma capacidade para participarmos da Obra de Deus. Não temos nenhum mérito, mas pela Graça de Deus Ele decidiu manifestar Seu Amor através de nós. Deus tem prazer em contar conosco e em nos capacitar cada dia.
O Tesouro é valioso e sem igual. O Tesouro é o Poder da Ação do Amor de Deus em nossos corações através da Palavra genuína que é Jesus.
O Tesouro habita em vasos de barro que se reconhecem vasos de barro, pó da terra, para que a honra seja de Deus. A obra é de Deus, a glória é de Deus.
Os vasos são de barro, inegavelmente de barro.
Cada um sabe de si e dará conta de si diante de Deus, por isso não nos julguemos. Aqueles que param esperando a restauração, parem em Deus, pelo tempo de Deus. Lembro que quando papai faleceu fiquei cinco dias praticamente de cama. Doía o coração, doía o corpo, faltava força pra me levantar. Só chorava. Mas no quinto dia, ouvi o Senhor falar que ali acabava o tempo de luto que o que dali passasse não era d’Ele.
Há tempo pra todas as coisas de baixo dos céus. Há o tempo de Deus pra todas as coisas.
Aqueles que continuam caminhando enquanto são restaurados, que continuem compromissados com Deus. Que não esqueçam que estão em tratamento. Que suas forças pra continuar a caminhada, apesar das feridas e dores, não provêm deles mesmo, mas do Senhor que os capacita e sustenta.
Todos dependemos de Deus, somos supridos n’Ele. Deus permita que nossa memória não falhe.
Aquele que pára, pare no Senhor e com o Senhor. Aquele que continua, continue, no Senhor e com o Senhor.
Eu tenho sido profundamente abençoada, em momentos delicados da vida, por aquele que não parou, mas ferido e em restauração continua caminhando; e, da mesma maneira tenho sido profundamente abençoada, por aquele que cansado e sem pique parou. A unção de Deus é irrevogável, quer parado quer andando, se seu coração está no Senhor, Deus o usa para abençoar..
Nesses tempos, muito provavelmente, mais que em qualquer outro tempo, a Palavra tem de ser compartilhada. Sejam em púlpitos, sejam em ‘trabalhos’ ou não, mas partilhadas em amor no dia a dia. Nos dias de dor em que as feridas doem e de tanta dor parecem não ter cura. Nos dias em que fortalecidos parece que nenhum mal sobrevirá.
Os tempos são de Deus, os chamados são de Deus, o restaurar é de Deus. Nosso é o confiar e permanecer n’Ele. 

O sagrado a gente faz, o santo É.


10-04-09


Solução ecológica

Recebi esta mensagem por e-mail:

FRASE DA SEMANA  (eu acho que é a frase do ano....)

Fala-se tanto da necessidade de deixar "um planeta melhor para os nossos
filhos", e esquece-se da urgência de deixarmos "filhos melhores para o nosso
planeta".

Fiquei pensando...

É isso aí...

se tivermos cuidado com o ser humano isso se refletirá no cuidado com a natureza.

cuidemos de nossas crianças, ensinando-as amar a vida e respeitar ao próximo e o meio ambiente estará resguardado.

se nos amarmos...

a origem de todo o bem é o Amor.

Deus é Amor!!!

assim a origem de todo mal é a ausência de Deus no coração do homem.

o que cria impedimento entre o homem e Deus é o pecado,

a única forma de nos reaproximarmos d'Ele é Jesus.

a única forma de nos achegarmos a Jesus é pela fé.

essa é uma reflexão é ecológica e não religiosa.

Ela é simples, mas não simplista.

O Amor é a solução.

Toda boa dádiva e todo dom perfeito vem d'Ele!

Jesus é a solução!!!


Denise Gaspar - 24-02-09

Servo inútil

“Acautelai-vos. Se teu irmão pecar contra ti, repreende-o; se ele se arrepender, perdoa-lhe.
Se por sete vezes no dia, pecar contra ti e, sete vezes no dia, vier ter contigo, dizendo: Estou arrependido, perdoa-lhe.
Então, disseram os apóstolos ao Senhor: Aumenta-nos a fé.
Respondeu-lhes o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar; e ela vos obedecerá.
Qual dentre vós, tendo um servo ocupado na lavoura ou em guardar o gado, lhe dirá quando ele voltar do campo: Vem já e põe-te à mesa?
E que, antes, não lhe diga: Prepara-me a ceia, cinge-te e serve-me, enquanto eu como e bebo; depois, comerás tu e beberás?
Porventura, terá de agradecer ao servo porque este fez o que lhe havia ordenado?
Assim também vós, depois de haverdes feito quanto vos foi ordenado, dizei: “Somos servos inúteis, porque fizemos apenas o que devíamos fazer”.” Lc 17: 3 a 10.


A Bíblia explica que Jesus falava por parábolas conforme o entendimento dos ouvintes para que o pudessem compreender. Partia sempre de uma realidade comum, de fácil entendimento, como semeadura e pastoreio, para a revelação do coração de Deus.
Tanto em Mateus quanto em Luca essa passagem que fala do servo inútil está ligada aos escândalos que fazem tropeçar os pequeninos. Diz que teria sido melhor aos que causam escândalo nem ter nascido. Mas também fala aos que foram ‘escandalizados’: “Perdoem!”
Jesus começa falando da lei: “Perdoe, se o seu irmão se arrepender”. Depois supera a lei: “Perdoe, ainda que por sete vezes ele pecar contra ti, num único dia, e se arrepender”. A ordem é: “Perdoe!”.
 Jesus é extremamente didático, vai passo a passo pra que possamos acompanhá-Lo.
Depois Jesus extrapola a superação da lei, e diz: “Perdoe, mesmo que ele não se arrependa”.
Quando Jesus nos chama de servos inúteis está Se referindo ao cumprimento da lei. Se perdoamos quando nosso irmão se arrepende, cumprimos a lei. Se perdoamos quando o irmão reincide no erro, mas ainda assim se arrepende, cumprimos a superação da lei. Ainda é a lei.
É interessante ressaltar que Ele nos diz para ir repreender o irmão. Pela lei temos o direito de sentarmos com ele e conversarmos sobre o que nos fez. É claro que diz para irmos com a intenção de conserto e não pra brigar e piorar as coisas.
Quando perdoamos independente de argüi-lo e dele se arrepender, então vivemos a extrapolação da lei. Vivemos a Graça! Vivemos a Presença do Espírito de Deus e do nosso interior fluem rios de água viva!
A extrapolação da Lei é a Graça. A Graça que nos perdoou antes mesmo de nos arrependermos. A Graça que fez Jesus abrir o Caminho de acesso ao Pai quando ainda vivíamos em iniqüidade e nos orgulhávamos dela. Ele fez isso antes mesmo que nascêssemos. Antes que houvesse mundo, houve Cruz. A Graça de Jesus que estabeleceu o Ministério da Reconciliação.
Cumprir a lei e perdoar é difícil. A superação da lei é assustadora. Parece de mais perdoar sete vezes num mesmo dia a mesma pessoa caso ela se arrepender. E, de fato, é. A extrapolação da lei, perdoar de qualquer jeito, no entanto, é impossível. Por isso, os discípulos pedem mais fé. Muito mais fé. 
Ao que o Senhor responde tranquilamente que se tivermos uma fé pequenina n’Ele e em Suas Palavras somos capacitados a nos livrar dessa árvore de amargura e rancor que se forma no coração para arranca-la do peito e lança-la fora. Basta um pouquinho de fé, como um grão de mostarda, que é menor que a cabeça de um alfinete, para arrancar a árvore do ressentimento. Só vivemos a Graça pela Presença de Jesus em nós.
Na carta aos hebreus é dito para que não haja em nós nenhuma raiz de amargura que brotando perturba a vida da pessoa e contamina a muitos. (Hb12:15).
Eu digo, por experiência própria, que a amargura e o ressentimento além de perturbar e ferir todos os dias como se o fato estivesse acontecendo naquele momento, e isso por si só já é terrível, eles imobilizam. Tiram o gosto pelas coisas, nos travam os sentimentos e mesmo as iniciativas, levantam um escudo que nos impedem a aproximação verdadeira com as pessoas. É uma raiz que brotando e sendo alimentada pode tomar todo o coração. Infelizmente é fácil encontrar pessoas amarguradas, rancorosas por aí, são pessoas destrutivas. Que de tão machucadas que foram não têm uma palavra de amor nem de incentivo. Não te uma expressão de alegria real e têm o seu prazer em apontar os erros e as fraquezas alheios.
Mas Jesus está nos dizendo para que não esperemos que a pessoa que nos magoou se arrependa e venha falar conosco. Ela pode nunca se arrepender, ou tendo se arrependido, pode não ter a oportunidade de vir se reconciliar. Muitas vezes a falta de oportunidade pode ser criada pela barreira construída em torno do coração do ofendido.
Jesus fala para que arranquemos essa raiz por amor ao outro. O que Jesus fez por nós nos perdoando e abrindo o Caminho da Reconciliação nós também podemos fazer. Entendendo, antes de tudo, que o que aconteceu foi algo para separar a pessoas que na
Jesus fala para perdoarmos porque fazendo isso nosso coração fica livre do peso da amargura, livre para amar as pessoas e abençoá-las, fica livre amar quem nos ofendeu. Ficamos livres para a reconciliação. Sem essa de: “eu perdôo, mas não quero contato com ele(a)”.
Uma vez tendo perdoado pelo cumprimento da lei ou da superação da lei não espere recompensa. Fez o que lhe foi mandado fazer. É sevo inútil.
Para o que perdoou pela extrapolação da lei que vive em você, a Graça de Deus, a recomendação é simples, “siga a vida, continue no Caminho”.

Um detalhe: Jesus está falando a servos. Nós não somos servos, somos filhos, somos chamados por Ele de amigos, porque aos amigos é revelado o Caminho e a Vontade do Pai. Os servos estão sobre a lei, os filhos e amigos, sobre o amor.

Denise Gaspar - 13-02-09




Mudanças súbitas

Quero compartilhar algo que me fez meditar.
Hoje ouvi algo mais ou menos assim:
"Surgem mudanças súbitas e radicais onde a gente precisa se reinventar e aprender como será a vida daí em diante. E não nos damos conta que Deus está operando. Deus nos salva do conforto de Deus para nos fazer crescer em Deus".
Há um tempo atrás ouvi:
"Deus está mais preocupado com nosso caráter do que com nosso conforto".
Eu creio no Amor e na Graça de Deus. Eu creio que Deus opera em todas as situações para transformar nosso coração. Creio que Ele nos conduz em triunfo quando opera maravilhas em nosso coração.

Agradeço a Deus por todas as vezes em que me livra dos confortos, das certezas e, mesmo, das alegrias que me afastam d’Ele impedindo Seu agir em mim.
Senhor, venha o Teu Reino e seja feita a Tua vontade em minha vida. Lanço mão do meu livre arbítrio para entregar-me a Ti para que tenhas liberdade de operar em mim a Tua vontade que é boa, perfeita e agradável. Para que eu resplandeça Tua Graça vivendo o Amor para o qual me chamaste.
Orando por mim mesma oro por todos os amigos a quem Pitada de Sal alcançar. Venha sobre nós o Teu Reino, cumpra-se a Teu querer, que sejamos todos transformados na face de Cristo.



Denis
e Gaspar -27-04-09

Perdão

Pensarmos sobre o perdão é muitas vezes dolorido e sofrido. Mas à luz da Palavra e da ação de Deus em nossas vidas é uma questão muito simples. Nosso maior exemplo é Cristo.


Cristo nos deixou o maior e verdadeiro exemplo. Ele tomou nosso lugar para nos reconciliar com Deus. Deus não esperou que nos arrependêssemos e nos voltássemos para Ele para, só então, detentor de todo o Poder, nos propiciar ou não o Caminho para a Reconciliação.
Já no Éden, o Senhor anunciou o ato Vicário de Jesus. Antes mesmo que Deus tivesse criado o homem, em Sua Onisciência, Ele já sabia que o homem ia se distanciar d’Ele e que não teria como reconduzir-se a si mesmo para Ele. Então, antes mesmo que houvesse mundo, houve a cruz. Antes mesmo que o homem fosse criado com seu livre arbítrio e antes mesmo que ele escolhesse o caminho errado, o Senhor Deus criou o Ministério da Reconciliação. Pois, Deus estava em Cristo reconciliando o homem com Ele mesmo.
No caso citado por Yancey, podemos perceber algumas coisas importantes que vão em sentido totalmente contrário aos nossos instintos e à nossa razão.
O soldado nazista morreu no seu tormento, talvez tenha alcançado o perdão de Deus e, assim, o descanso eterno. Um coração quebrantado, arrependido, Deus não despreza.
No entanto, esse senhor judeu que sobreviveu aos horrores do nazismo, permaneceu mais de meio século preso à falta de perdão. Durante todos esses anos, não houve um dia sequer em que sua alma tivesse paz. Todos os dias ele reviveu e ressentiu aquela dor de ter fechado o seu coração a Graça de Deus. Tenha aquele soldado da SS alcançado descanso ou não, só na eternidade o saberemos ao certo, com certeza, o Simon viveu as dores da amargura todos esses anos. Lembranças que vêm atormentá-lo todos os dias e todas as vezes em que se toca nessa página do passado da História, e no passado da sua vida. O não perdoar é muito pior do que o não ser perdoado. Porque o arrependido alcança Misericórdia, mas o duro de coração, além de ser atormentado pela sua própria dureza, será medido com a mesma medida com que mediu, ou seja, sem Misericórdia.


 Denise Gaspar - Jan 09

Para ser discípulo

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que renunciar a “si-mesmo”. Ora, isto significa desistir de si mesmo como “produção” de algo que comova a Deus.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer que não tem nada a oferecer nem para barganhar com Deus.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer que Deus já fez tudo, Ele já criou a ponte pela qual o homem pode ter acesso a Deus.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer que não há outro caminho.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer a Graça de Deus. Ora, isto significa que, movido apenas por Amor, Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e, além disto, nos confiou a Palavra da reconciliação.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que reconhecer Esse Amor, abrir seu coração a Ele, rendendo-se e dependendo d’Ele para viver.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa precisa aprender a descansar no Seu Amor.

Para ser discípulo de Jesus a pessoa tem que ser grata por tamanho Presente.

A Graça de Deus, revelada em Jesus, é melhor que a vida!!!!!!!


10-07-09


Os "espertos" ficarão de fora

Existem pessoas que conhecem o Caminho. Elas sabem que Jesus é o Caminho e que só Ele nos conduz a Vida Eterna. Elas não têm a menor dúvida quanto a isso.

Conhecem a Misericórdia de Deus, e confiam nela mais do que muita gente. Sabem que até o último minuto podemos entregar nossa vida a Jesus e Ele, por Sua infinita Bondade, nos recebe com alegria e festa no céu.
Por saberem disso e por serem ‘espertas’, “aproveitam a vida” segundo seus desejos e paixões, aguardando o último minuto para se renderem ao Pai. Afinal, Deus é Bom!!

Deus é Bom, mesmo, mas é, também, Santo e Justo!!!

Estrategicamente essa atitude parece bem ‘ esperta’.

Mas alguns pontos revelam a origem diabólica de tal ‘esperteza’.

O diabo é ‘esperto’ e espertamente engana a quem se deixa levar.  Não é dá esquecer que somos nós que tomamos nossas escolhas, ainda que por sugestão ou pressão dele.

Estas pessoas fazem questão de, aproveitar todas as oportunidades, para se mostrarem mais certos e mais ‘santos’ do que os santos. Sempre falando mal da igreja, mostrando que por isso não se misturam a ela. Pura fachada de quem viver libertinamente vidas clandestinas, e, às vezes, nem tão clandestinas assim.

Então, é bom lembrarmos a falibilidade dessa estratégia.

Primeiro, é necessário que se tenha certeza de que o último minuto será com lucidez, para que se tome a decisão de entrega. E essa certeza absolutamente ninguém a tem.

Segundo, é necessário que esse ‘arrepender-se’ no último minuto seja sincero, porque Deus não está preocupado com o tempo, mas com a sinceridade.

Terceiro, é bom lembrar que alguns homens não encontram arrependimento. Muito provavelmente pela ‘esperteza’; não deles, mas do diabo que os ludibriou com tal engano.

Na bíblia temos os casos de Judas e de Esaú como exemplo. Eles buscaram, mas não  acharam o arrependimento.

Quero lembrar aos espertos de que de Deus não se zomba. Ele sabe o que vai em nossos corações. Ele sabe quem, só no último minuto, encontra o verdadeiro arrependimento e sabe também dos ‘espertinhos’ que de tão ‘espertos’ se deixam levar por essa artimanha do inferno para levarem a vida do jeito que o diabo quer pensando que no fim irão para o céu passando a perna em Deus. Quão estúpidos!!!

Quero lembrar que o céu não é lugar para ‘espertos’. O céu é lugar para os justificados pelo Sangue de Jesus.

                                           Denise Gaspar  -   27-02-09

O que é básico

“Por isso, vos digo: não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo, quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo, mais do que as vestes?” (25). Mt 6:24 a 34.


No sermão que fez no Monte Jesus está dizendo para não nos preocuparmos com a satisfação de nossas necessidades básicas: comer, beber e vestir. O que seria mais básico? E diz que a vida não é só isso!
Tudo bem, ela não é só isso, mas qualquer outra coisa para ser na vida precisa que estas coisas estejam satisfeitas, ou não?
Não! Porque, de fato, há algo mais básico (fundamental) para a vida do que comer, beber, vestir. Mas antes, quero dizer que nós nunca estamos plenamente satisfeitos com aquele basicão. Comemos mais de uma vez por dia, no mínimo três vezes, há quem coma seis, há quem não pare de comer, “beliscar”, o dia todo e ainda assim, no dia seguinte terá fome e sede outra vez e terá de correr atrás de meios para satisfazê-las de novo. Temos mais roupas que o necessário e sempre estamos querendo mais alguma porque enjoamos das que temos, ou porque alguém disse que não está mais na moda, ou porque “o mundo trata melhor quem se veste bem”...
Jesus está dizendo que há algo maior!
A satisfação dessas necessidades básicas pode carregar em si um distanciamento de Deus. A idolatria. Há pessoas que são escravas da comida, que fazem dela o seu deus. Há os que fazem do seu estilo, preocupados com a aparência, o seu deus. Há os que fazem do seu ritmo de vida, da sua busca incessante por ter, o seu deus.
As necessidades físicas são satisfeitas temporariamente, mas se vivemos para elas e por elas, a alma passa a reger-nos e a alma é insaciável, ela se nutre de sua própria insaciabilidade. Está sempre querendo ter mais, ser aquilo que não é, ou seja, em cuidar de sua aparência, em maquinar, em como ter e em como aparentar. A alma se alimenta do ‘estar precisando’, do ‘procurar meios e formas de conseguir mais’ e do ‘manipular para ser satisfeita’. É um ciclo interminável, porque insaciável.
Jesus está afirmando que há algo maior. Muito mais básico e essencial do que o comer, beber, vestir e ter. Algo que satisfará seu espírito e sua alma de tal forma que você poderá desfrutar do comer, beber e vestir; você se regalará com o fruto de seu trabalho sem se corromper com isso.
Isso normalmente é entendido no meio ‘evangélico brasileiro’ como um chamado à vagabundagem, à vida contemplativa. Mas não é isso! O trabalho foi instituído como um desfrute para o homem já no jardim do Édem. As pessoas que vivem a fé na Palavra de Deus, sem distorcê-la, são pessoas que trabalham e têm prazer em trabalhar. São pessoas que se dedicam ao que fazem, porém sem se tornaram escravas do trabalho.
Jesus diz que devemos buscar, antes de qualquer outra coisa, o Reino de Deus e a Sua Justiça, e, que fazendo isso, todas as outras coisas das quais necessitamos nos serão acrescentadas.
A comunhão com o Pai é a essencialidade de que depende a vida. Não há vida afastado de Deus. Jesus veio para que tenhamos vida e a tenhamos em abundância.
No v. 24 diz que não há como servir a Deus e às riquezas. Ou sua vida está presa à satisfação das suas necessidades físicas e seculares e desconectada do Pai. Ou você está visceral e espiritualmente buscando conhecer e continuar conhecendo e tendo intimidade com Deus e todas as demais necessidades serão saciadas.
Porque os que não conhecem a Deus é que vivem em função da satisfação destas coisas; pois o nosso Pai celeste, com quem desejamos ardentemente intimidade, sabe que necessitamos de todas elas e nos capacitará e abrirá portas para que todas sejam satisfeitas.

Em Cristo, de quem dependo visceralmente,

Denise Gaspar - (19-02-09)

O encontro

“Muitos samaritanos daquela cidade creram n’Ele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito.
Vindo, pois, os samaritanos ter com Jesus, pediram-Lhe que permanecesse com eles; e ficou ali dois dias.
Muitos creram n’Ele, por causa da Sua Palavra e diziam mulher:
Já agora não é pelo que disseste que nós cremos; mas porque nós mesmos temos ouvido e sabemos que Este é verdadeiramente o Salvador do mundo”, Jo4:39 a 42.

As palavras daquela mulher despertaram naqueles homens o desejo de conhecer Jesus. Eles a conheciam e deram crédito ao que ela dissera. E quiseram se aproximar d’Ele, passar algum tempo com Ele para Lhe conhecerem melhor.
Jesus passou dois dias com eles. Partilharam dois dias, comendo, conversando, ouvindo o que Ele tinha pra falar. Em determinado momento disseram à mulher: “Nós confiamos no que você nos diz, mas temos experimentado algo muito maior do que o seu testemunho. Temos experimentado a Palavra de Jesus”.

O fato de terem ouvido e dado ouvidos à Sua Palavra fez uma revolução na vida daqueles homens. Eles passaram dois dias com Jesus ouvindo os Seus ensinamentos e a Palavra criou vida neles.
Esse é o encontro.
Essa é a confirmação do Espírito em nosso espírito de quem Ele É.
Nada mais é preciso.

Eles não ficaram milionários, não compraram um carro do ano e nem se tornaram grandes empresários. Não fizeram um desafio a Deus: Se Tu me deres isso, eu Te seguirei.
Não!
Eles ouviram a Palavra de Jesus e ela criou Vida em seus corações.
Não é como uma nova filosofia. Que normalmente as pessoas defendem a nível teórico, em debates, simpósios e mesas de bares, como vi na Universidade, mas que não são colocadas em prática e muito menos vividas.
A Palavra de Deus é uma Pessoa, é o próprio Jesus, que Se apresenta a nós e, entrando no coração, cria Vida. É simples e é sobrenatural. Simples, porque basta encontrar um coração sedento para que Ele Se revele. Sobrenatural, porque é a ação de Deus em nossos corações. Não é um convencimento filosófico. Isso não é Vida.  É a ação do Amor de Deus e de Sua Presença que transforma a pessoa: aquele que roubava, não rouba mais; aquele que mentia, não mente mais; aquele que adulterava, não adultera mais; aquele que tinha sede de vingança, é pacificado e se torna perdoador; aquele que não tinha amor, passa a transbordar do Amor que recebeu do Pai.

“A Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração”, Hb4:12.

Denise Gaspar   26-02-09

O céu é um lindo lugar

Em 1999, quando papai faleceu meu sobrinho tinha apenas 04 anos. Fiquei encarregada de lhe dar a notícia e o fiz. Dois dias depois foi dia de culto e, embora toda a igreja já soubesse da notícia, pedi para falar.
E anunciei o fato com cuidado para que o pequeno soubesse que ter morrido, no caso de meu pai, significou ir morar no céu. Quis lhe mostrar que, apesar da nossa perda, isso é uma coisa boa.
Lembro que comecei perguntando se alguém ali gostaria de morar no céu. Todos levantaram as mãos com entusiasmo. Aí, falei: “Eu também, e hoje tenho uma notícia maravilhosa pra dar a vocês, meu pai foi morar no céu”. Lembro dos olhinhos dele olhando a reação das pessoas, admirado de que todos acharam boa a notícia. Continuei, mais ou menos assim: “Eu vou sentir muitas saudades dele, mas eu sei que ele está num lugar maravilhoso e que um dia todos nós estaremos juntos com ele lá em festa...”

Nesses últimos dias tenho pensado no céu. Não ouço mensagens falando do céu. Isso me entristece porque, de fato, o céu é um lindo lugar.
Nesses tempos onde o evangelho é pregado como meio para se alcançar fins imediatos, ninguém pensa na eternidade.
Paulo nos diz que se crermos no evangelho só pro causa das coisas terrenas somos os mais infelizes dos homens. E a teologia da prosperidade tem feito esse grande mal.
Não penso no céu com ruas literalmente de ouro e pedras, acredito que essas são ilustrações que melhor se apresentaram a quem o viu.
O céu é lugar de descanso e de paz, não porque vamos viver em ócio profundo, tocando harpas e cantando corinhos. O céu é lugar de Paz porque é a plenitude da Presença de Deus. Lá trabalharemos, mas não haverão cardos nem abrolhos.
O céu é um lindo lugar porque não haverá dor, nem choro, nem perdas, não haverá o mal.
O céu é um lindo lugar porque não precisaremos de lâmpadas nem do sol, Jesus é a Luz!


Denise Gaspar - 13-01-09





O que é mais importante para mim

Jesus disse: Onde estiver o teu tesouro, aí estará também o teu coração!

Ou seja: a importância decorre do que eu chamo meu tesouro.
 
Para mim, nada é mais importante do que a vitória sobre todas as formas de morte!

Por isto, também para mim, a própria criação do Cosmo não é nada quando a comparo com a Ressurreição de Jesus.

A 1ª Criação, do Cosmo, é como o 1º Adão: mortal e finito.

A 2ª Criação, a da Ressurreição, é como o 2º Adão, Jesus: eterno e infinito.

Não importa o tamanho da massa do fenômeno. O que importa é o fenômeno em si.

Assim, nada aconteceu de mais importante no ambiente da Criação em qualquer que tenha sido o tempo ou não tempo, que tenha sido mais importante do que a Ressurreição; posto que seja da Ressurreição, pequena em tamanho, que se atingiu o maior de todos os fenômenos: a reversão da morte; abrindo-se, assim, a Porta para a Vida que é.

Tamanho não é importância nem diante de Deus e nem no Cosmo!

Daí as mais avançadas percepções acerca da natureza do Universo só terem se dado quando o homem mergulhou no intimo do átomo e das partículas subatômicas.

Também o maior poder que o homem conhece advém da partição das partículas mais intimas do mundo mais indevassavelmente subatômico que se possa conceber.

Assim, na Criação, parece que quanto menor sempre será mais essencialmente importante.

Por isto a Ressurreição não explodiu o Cosmos, mas apenas vazou a espessura de um manto de mortalha.

Ora, João viu o fenômeno e, para ele, estava de bom tamanho. Por isto se diz: “E ele viu e creu”.



Portanto, mais uma vez pergunto:

O que é importante?
  
Nele, que é,

 Caio  -  21 de fevereiro de 2009



Estou aprendendo a mexer com as modernidades virtuais... risos... e nos blog e nos orkuts da vida, sempre temos que dizer quem somos. A melhor definição que encontrei para falar do que é mais valoroso é: "Amo a vida pelo que Jesus conquistou pra nós: a nossa reconciliação com o Pai". Fora a reconciliação comprada pela morte e selada pela ressurreição de Jesus, o que mais importa?
A segunda coisa mais importante é anunciar a primeira.

Denise Gaspar



27-02-09

Em memória de Mim

“E, tomando um pão, tendo dado graças, o partiu e lhes deu, dizendo: Isto é o meu corpo oferecido por vós; fazei isso em memória de Mim”, Lc22:19


Celebrar em memória de Jesus é celebrar à Vida.

É ter consciência do Ministério da Reconciliação de Jesus.

É ter consciência de Seu Ato Vicário. Consciência da encarnação, da vida, da morte, do sacrifício e da ressurreição.

É saber a revolução que Seu Ministério representa para nós.

É saber que tudo está feito, está consumado. Que o Caminho à Vida já foi aberto.

É saber que nosso passaporte já foi selado e carimbado com o Sangue de Jesus.

Celebrar em memória d’Ele com a consciência de que já passamos da escravidão da Lei para a Graça Misericordiosa que nos sustenta em uma vida de comunhão com o Pai.

É não pôr tudo a perder voltando à caduquice da L
ei e as normas humanas das religiões.

Celebrar em memória de Jesus, não é um momento, um ritual religioso. É celebrar a vida n’Ele.

É viver a vida em novidade do crescer em intimidade com Ele.



28-02-09

Deus me ama e ponto!

Deus me ama e ponto.
Ponto mesmo. Acabou o assunto.

Não há nada que eu faça para que Deus me ame mais, e nem há nada do que eu possa fazer para que Ele me ame menos.
A nossa dificuldade está em aceitar o Amor de Deus.
Em aceitar Esse Amor.
O Amor de Deus.
Em aceitar que Deus Ama porque Ama, independente do que façamos e do que deixamos de fazer. Nós não temos méritos nem deméritos frente ao Amor de Deus. Nós podemos nos render e aceitar esse Amor incondicional, ou não.

E aceitar Esse Amor é entender que Ele Se entregou para meu resgate quando eu ainda era blasfema e não tinha nada a que pudesse apelar como justiça/mérito.

Aceitar Esse Amor é entender que Ele agiu misericordiosamente comigo antes que eu O conhecesse, e ter a certeza de que não mudará Seu caráter depois que eu passei a buscá-Lo.

Aceitar esse Amor maravilhoso é aceitar que, porque Ele me Ama, Ele vai cuidar de mim.

É aceitar que Ele me Ama tanto que me aceita como sou e como estou.

É aceitar que Ele, por me ‘Amar de tal maneira’, não vai permitir que eu continue como estou.

É aceitar que Ele não vai acobertar todos os meus erros, mas que, me perdoando, me dará uma nova vida.

É aceitar que Ele está preocupado muito mais com meu caráter do que com o meu conforto.

É aceitar que Ele vai usar todas as situações para tratar o meu caráter.

É aceitar que não preciso temer, pois o melhor lugar do mundo é o centro da vontade de Deus, ainda que essa seja a fornalha, a cova de leões, que seja a perda de muitas, ou todas as coisas, (como Jó), ou, ainda, a tormenta.

É aceitar que Ele faça morada em mim e que Ele Reine. Tome a direção de todas as coisas e em todas as áreas.

É aceitar que a Sua vontade, pra minha vida, é boa, perfeita e agradável.

É aceitar que Seus valores são diferentes dos meus e que Ele não vai agir conforme o meu entendimento.

Aceitar Esse Amor é aceitar a Vida em abundância que Jesus nos prometeu.

Quando entregamos algo pra Jesus, não é para que fiquemos subjugados, humilhados e sem nada. (Isso quem faz é o diabo!).

Quando entregamos tudo e nos esvaziamos de nós mesmos diante de Deus, quando entregamos o controle da nossa vida a Jesus nos tornamos co-participantes da Herança Eterna. Ele nos dá o poder de sermos feitos filhos de Deus. Ele nos tira do reino das trevas e nós passamos a compartilhar de Sua Presença.


E não há nada melhor do que a Presença é a comunhão com o AMOR!!!!

Conforto ou caráter????

O Evangelho é a boa notícia.
Mas que notícia? Venha para Jesus e pare de sofrer? Venha para Jesus e fique milionário? Venha para Jesus é nunca mais tenha um resfriado? Venha para Jesus que ele é um eficiente serviçal e fará todas as suas vontades?
Não, absolutamente não!!!

A boa notícia é que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a Palavra da reconciliação”, 2Co5:19.

Na encarnação, na vida, no ministério, na crucificação, na morte, na ressurreição e na ascenção de Jesus, o Cristo, o Deus Pai estava n’Ele.
O Pai estava em Jesus, em todo esse processo, para nos criar o caminho de reconciliação com Ele mesmo.

Ele, desde a eternidade, sabia que nós não teríamos como nos voltar para Ele. Presos ao pecado, escravos do pecado jamais poderíamos nos reaproximar de Deus. Não há outro Caminho. Muitos tentaram, muitos tentam, sinceros ou não, isso não importa. O que importa é que Jesus é o Caminho. O único Caminho de reconciliação com o Pai.

E todas aquelas notícias que são anunciadas como se fossem a Boa Notícia são, na verdade, mentiras.
Jesus não disse que não teríamos problemas ou lutas. Pelo contrário, Ele disse que no mundo teríamos aflições, lutas e perseguições. Mas também disse que nos conduz em triunfo eterno, disse que tudo tem peso de glória, disse que nisso somos bem aventurados.

Se cremos em Deus esperando recompensas e vantagens e vitórias segundo os valores humanos, estamos sendo terrivelmente enganados, ou estamos nos enganando terrivelmente.

A Vitória que nos é concedida em Cristo é sobre o pecado.

“Porque o pecado não terá domínio sobre vós; pois não estais debaixo da lei e sim da Graça”. Se verdadeiramente entregamos nosso coração em sinceridade e amor a Deus. Buscando conhecê-Lo e ao Seu coração. Nesse caso, damos “graças a Deus porque, outrora, escravos do pecado, contudo vieste a obedecer de coração à forma de doutrina a que fostes entregue; e, uma vez libertados do pecado, fostes feito servos da Justiça” de Deus, Cristo Jesus, que voluntariamente abriu mão de Sua divindade, fez-Se homem para morrer na cruz em nosso lugar, riscando e cancelando a dívida que era nossa, e ressuscitando para selar nossa Vitória, ou seja, nossa reconciliação com o Pai.

A essência do Evangelho não é o que Deus pode nos dar. A essência do Evangelho é o que Deus já nos deu. Ele entregou Seu Único Filho por Amor para que pudéssemos desfrutar de Sua Presença.

A beleza do Evangelho não é o que Deus pode fazer para nos dar uma vida tranqüila e confortável. A beleza do Evangelho é a transformação que Deus opera no coração daqueles que O amam.

Deus não está preocupado com nosso conforto, nem com a satisfação de nossas vaidades e nossos caprichos, qualquer que sejam as formas que eles tenham.
Deus está pré-ocupado em trabalhar em nosso caráter.

Deus não é um ‘cara’ carente que pra ser aceito precisa ser legal.
Deus é o que É.
Deus é Amor.
E porque Ele é Amor, Ele me Ama independente de quem eu seja e do que eu faça.
Ele Ama você independente de seu temperamento, virtudes, seus gostos e escolhas.
Ele Ama você, com Amor Eterno.
Deus Ama e ponto final.
Ele nos Ama pelo que nós somos: criação de Suas mãos, feitos à Sua imagem e semelhança.

Ele é Amor.

Porque Ele me Ama...
Porque Ele Ama você... Ele não tem o compromisso em nos agradar.
Ele não tem nenhum complexo de rejeição e não precisa fazer nossas vontades para ser aceito e amado.

Deus É.
Independente de nós, Deus É.

Porque Ele nos Ama, Deus tem o compromisso com o meu bem.
Por isso o Centro de Suas atenções é com o tratamento de nosso caráter e não com a satisfação de nossas ‘necessidades’.

Por isso Ele disse que é melhor entrar no Reino manco do que com as duas pernas ir, a largos passos, para o inferno. É melhor entrar caolho, ou cego, do que enxergando perfeitamente encaminhar-se diretamente ao precipício.

Lembre-se Deus quer cuidar de você.

Se você se diz cristão em função das bênçãos de ser um dizimista, e por causa de seus negócios; em função de uma cura, ou de um casamento, ou para alcançar alguma benesse nessa vida material, meu conselho sincero é que você esqueça esse papo todo de se dizer cristão. 

Deus não está preocupado com isso.
A Palavra diz: buscai primeiro o Reino de Deus e a Sua Justiça.

Busque que o Senhor Reine em sua vida, em suas vontades, em seus atos. Busque que Ele, como Soberano, tenha liberdade de reinar em sua vida segundo o Seu propósito. Busque que a Justiça de Deus reine em seu coração. Misericórdia. Essa é a Justiça de Deus manifesta em Cristo: Misericórdia. Abramos mão das nossas justiças, dos nossos conceitos de certo e errado, abramos mão da justiça dos homens e vivamos pela e na Justiça de Deus: a Misericórdia.

Deus quer operar em nós o Seu Reino e a Sua Justiça. E Ele não fará pela metade. Aquele que O busca, O encontra. Aquele que pede de Seu Espírito, O recebe sem medida para que manifeste o Seu Reino e Sua Justiça em nós. Para que desfrutemos das vantagens e das maravilhas de Sua Presença.

23-02-09