quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

Obediência

A obediência a Deus é vista como objeto de barganha. Regras de conduta moral que nos fariam acumular ‘bônus’ com os quais trocamos por ‘bênçãos’.

Obediência é fruto direto da confiança. E confiança é decorrente do conhecimento. Eu experimento Deus, conheço a Deus, confio n’Ele e O obedeço.
A obediência só é possível e válida segundo este postulado.
Eu conheço a Deus, conheço Seu caráter, sei que é bom, longânimo, misericordioso, santo, sem sombra de variação. Só O conheço se O experimento.
É preciso andar com Ele. Não dá para conhecer a Deus por ouvir alguém falar d’Ele. Preciso caminhar a Seu lado, ouvir Suas histórias e ensinos, perceber Seus gostos, saber O que admira, o que O deixa feliz, conhecer Sua personalidade, Suas reações, ver como Ele trata os diferentes tipos de pessoas nas diferentes circunstâncias, conhecer Seus propósitos...
Isso requer tempo, convívio, vontade de estar junto e de conhecer, disposição em seguir por onde Ele segue. Só conheço o pão depois de prová-lo, não adianta ficar olhando de longe a vitrine da padaria. Só conheço o pão quando eu o como, depois que ele deixa de ser pão e digerido passa a ser eu.
Jesus é o Pão que desceu do céu.
Então, o experimentei e conheço. Por conhecê-Lo sei que posso confiar n’Ele a ponto de seguir Seus passos mesmo quando não O entendo; mesmo quando, a princípio, discordo. Sei que Sua Vontade para mim é boa, perfeita e agradável, portanto, sigo Seus mandamentos. Eu os obedeço porque sei que o fim deles é vida.

Denise Gaspar - 29-19
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