terça-feira, 26 de janeiro de 2016

A cabana, fique fora dela

Acabei de ler um livro chamado: A cabana, que fala de um suposto encontro de um homem com Deus.
A princípio não leria o livro por seu estilo literário, por não ser o meu. Depois, porque o tenho visto espalhado por aí. E tenho uma certa rejeição a best-sellers. Mas uma amiga pediu que eu lesse porque algo a tinha incomodado no livro. Comentei com outra amiga e ela se dispôs a me emprestar o livro. O enviou de Campinas pelo correio... Então, lá fui eu passar algumas horas lendo sobre a cabana, mas, totalmente fora dela, pela Graça de Deus. Ainda não conversei com nenhuma das duas sobre o livro, mas faço aqui alguns pequenos comentários.
O estilo literário muito detalhado e melado é cativante e envolvente para a maioria das pessoas, daí encobrir com facilidade absurdos tão claros. Como diz a Palavra para, se possível, enganar até os escolhidos.
Depois de escrever esses comentários li na revista Veja, de 08-10-08, que o livro é uma ficção, embora em nenhum lugar o autor deixe isso claro no livro. Ali soube que é filho de missionários em Papua- Nova Guiné. Diz que o livro é de cunho cristão, mas ele mesmo afirma que sua mãe acha o livro herético.
No começo da leitura achei que o que poderia ter incomodado minha amiga fosse o fato do protagonista ter recebido um bilhete assinado por Deus. Tenho visto Deus operar e sei que é totalmente possível Ele ter convocado um de Seus filhos pra deixar o bilhete na caixa do correio. Confesso ter achado graça dessa estranheza. Contudo, avançada a leitura, tive certeza que não foi essa a questão que a incomodou.
Antes de mais nada, quero afirmar que creio que DEUS TEM TODO O PODER PARA SE REVELAR DO JEITO QUE QUISER. Ele é soberano e não está preso aos nossos limites e entendimentos. No entanto, ELE É FIEL À SUA PRÓPRIA PALAVRA. N’ELE NÃO HÁ SOMBRA DE VARIAÇÃO.
Lendo a Bíblia de Gênesis à Apocalipse, não encontramos uma única contradição. E, temos nela, a revelação do caráter de Deus e princípios que neste livro são total e sorrateiramente alterados. É bem verdade que, em A Cabana, encontramos muitas verdades bíblicas, contudo, basta distorcer um pingo no ‘i’, ou mudar um til de lugar e tem-se revelado o autor da obra.

“...se alguém tirar qualquer coisa das palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”, Ap22:19.

Ouvi alguém me recomendar para reter somente o que é bom e o que edifica. É uma posição simpática, menos radical, mais sociável. Aí, lembrei de algumas passagens. Quando Jesus começou Seu Ministério e os demônios gritavam publicamente ser Ele o Filho de Deus, Ele os repreendia e mandava calar. Quando Paulo foi seguido por uma mulher advinha que anunciava ao povo que ele era homem de Deus, ele repreendeu e expulsou o demônio que estava nela. Por que fizeram isto? Porque Deus não precisa do diabo pra anunciar Sua Glória e Seu Poder. Essa tarefa, Ele deu aos homens. Ele deu a Seus filhos.

O autor conhece a Palavra e é habilidoso escritor, soube engendrar a trama de jeito que levantasse questões paralelas com isso desviando o olhar do leitor para longe da Palavra.
Primeiramente deus se apresenta ao protagonista como uma mulher negra. Alega saber que o protagonista tem traumas e dores com a figura paterna, então, para facilitar sua aproximação toma essa figura feminina. Acontece que se alguém repelir essa imagem toca numa outra questão: no racismo.
Ontem depois de escrever este artigo conversei com uma amiga. E, por isso, abro aqui esse parêntesis. Eu nem tinha falado nada sobre este ponto, outras coisas me pareceram mais gritantes. Mas, quando afirmei não ter gostado do livro, ela logo disse: “você não está sendo preconceituosa só porque ele se apresenta como uma negra?”.
Deus, o Verdadeiro, sabe o quanto repudio o racismo. Acredito que o autor escolheu propositalmente essa imagem para desviar o assunto para a questão do preconceito. Acontece que ao lermos a Bíblia vemos que Deus não precisa de subterfúgios. Jó tinha mil e um questionamentos e dores. Quando Deus fala com ele não responde a nada do que Lhe foi perguntado. Ele fala de várias coisas que dizem de Sua Soberania, Seu Amor e Poder. E Jó tem dissolvidas todas as suas dúvidas diante da Graça da Presença de Deus.
O Seu Amor destrói todo o sofisma de nossas mentes. Ele não precisa apelar, ELE É. Neste livro vários sofismas são apresentados, mas nada se mantém de pé diante da Palavra de Deus.
O primeiro ponto, que pra mim já era o suficiente para abandonar o livro, foi a figura que se apresenta como Jesus relativizar Seu Nome. Para essa figura pouco importa seu nome e dá o crédito à sua mãe por tê-lo escolhido.
Quando sabemos que no NOME DE JESUS HÁ PODER.
“E não há Salvação em nem um outro; porque debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”, At 4:12.
Quem escolheu o Seu Nome foi Deus:
“... Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de Jesus...” – Lucas 1:31

Inicialmente pontuei todas as absurdidades contidas no livro, mas decidi não apresentá-las aqui no blog. Ele tenta relativizar, para não dizer: destruir, o Poder e a Onisciência de Deus, a Obra Vicária de Cristo e a Sua Pessoa. Tenta substituir o Nascer de Novo pela necessidade da evolução da alma. Tenta defender o contato com os mortos. Tenta destruir o Poder do Perdão.
O texto ficaria grande e eu não vou ficar dando cartaz ao que o diabo anda falando por aí.
Deus não precisa de advogados e não estou aqui para defendê-LO. O diabo já foi destruído e desmoralizado na Cruz do Calvário. Ele não tem nem a chave da sua casa e nem poder sobre a morte com a qual amedrontava as pessoas.
A Palavra fala por Si mesma porque Ela é o Próprio Deus. Jesus é o Verbo que Se fez carne. E veio habitar no meio de nós para revelar a Pessoa e o Amor do Pai por nós. Por isso não se deixe iludir por fantasias que são palatáveis aos nossos desejos de fazer alguma coisa para merecer a salvação.
Todos que entregam sua vida ao Senhorio de Jesus Cristo têm o Poder de serem feitos filhos de Deus.
“Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome”, Jo 1:12.
Não há outro caminho.

Outras coisas eu poderia ter pontuado aqui, mas não quis me alongar. Tenho minhas anotações na “gaveta”. Não me dei ao trabalho de desmascarar uma a uma essas afirmações porque tudo me parece muito fácil de identificar por quem conhece minimamente a Palavra. Saber que o livro está sendo super divulgado me entristece profundamente. Saber que ele está causando algum tipo de reboliço no meio cristão, que não seja o total repúdio, é revoltante.
Se você já leu essa coisa, rasgue, faça a propaganda contrária a que eles pedem. Não dê o livro de presente como eles recomendam. Pelo contrário, em todas as oportunidades diga a verdade, esse encontro não foi com Deus. Essa cabana deve ser a Tenda dos Milagres, de Jorge Amado.
Se você ainda não leu, não gaste seu tempo nem seu dinheiro. Pegue o dinheiro e vá tomar um sorvete aproveite o calor e dê uma volta pra se distrair será muito mais prazeroso e edificante.
Quanto ao mais, precisamos e podemos ouvir diretamente Deus falando conosco, basta ler a Bíblia.
Se você quer um encontro genuíno com Deus leia a Bíblia que é a Palavra de Deus. O Verbo Se fez carne. O próprio Jesus Se fez carne para anunciar as grandezas de Deus ao seu coração e ao meu também.

N’Ele que é poderoso para quebrar cadeias, mentiras e sofismas,


Denise Gaspar  04 e 05 de fevereiro-09

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