Acabei de ler
um livro chamado: A cabana, que fala de um suposto encontro de um homem com
Deus.
A princípio
não leria o livro por seu estilo literário, por não ser o meu. Depois, porque o
tenho visto espalhado por aí. E tenho uma certa rejeição a best-sellers. Mas
uma amiga pediu que eu lesse porque algo a tinha incomodado no livro. Comentei
com outra amiga e ela se dispôs a me emprestar o livro. O enviou de Campinas pelo
correio... Então, lá fui eu passar algumas horas lendo sobre a cabana, mas, totalmente
fora dela, pela Graça de Deus. Ainda não conversei com nenhuma das duas sobre o
livro, mas faço aqui alguns pequenos comentários.
O estilo
literário muito detalhado e melado é cativante e envolvente para a maioria das
pessoas, daí encobrir com facilidade absurdos tão claros. Como diz a Palavra
para, se possível, enganar até os escolhidos.
Depois de
escrever esses comentários li na revista Veja, de 08-10-08, que o livro é uma
ficção, embora em nenhum lugar o autor deixe isso claro no livro. Ali soube que
é filho de missionários em Papua- Nova Guiné. Diz que o livro é de cunho
cristão, mas ele mesmo afirma que sua mãe acha o livro herético.
No começo da
leitura achei que o que poderia ter incomodado minha amiga fosse o fato do protagonista
ter recebido um bilhete assinado por Deus. Tenho visto Deus operar e sei que é
totalmente possível Ele ter convocado um de Seus filhos pra deixar o bilhete na
caixa do correio. Confesso ter achado graça dessa estranheza. Contudo, avançada
a leitura, tive certeza que não foi essa a questão que a incomodou.
Antes de mais
nada, quero afirmar que creio que DEUS TEM TODO O PODER PARA SE REVELAR DO
JEITO QUE QUISER. Ele é soberano e não está preso aos nossos limites e
entendimentos. No entanto, ELE É FIEL À SUA PRÓPRIA PALAVRA. N’ELE NÃO HÁ
SOMBRA DE VARIAÇÃO.
Lendo a Bíblia
de Gênesis à Apocalipse, não encontramos uma única contradição. E, temos nela,
a revelação do caráter de Deus e princípios que neste livro são total e
sorrateiramente alterados. É bem verdade que, em A Cabana , encontramos
muitas verdades bíblicas, contudo, basta distorcer um pingo no ‘i’, ou mudar um
til de lugar e tem-se revelado o autor da obra.
“...se alguém tirar qualquer coisa das
palavras do livro desta profecia, Deus tirará a sua parte da árvore da vida, da
cidade santa e das coisas que se acham escritas neste livro”, Ap22:19.
Ouvi alguém me
recomendar para reter somente o que é bom e o que edifica. É uma posição
simpática, menos radical, mais sociável. Aí, lembrei de algumas passagens.
Quando Jesus começou Seu Ministério e os demônios gritavam publicamente ser Ele
o Filho de Deus, Ele os repreendia e mandava calar. Quando Paulo foi seguido
por uma mulher advinha que anunciava ao povo que ele era homem de Deus, ele
repreendeu e expulsou o demônio que estava nela. Por que fizeram isto? Porque
Deus não precisa do diabo pra anunciar Sua Glória e Seu Poder. Essa tarefa, Ele
deu aos homens. Ele deu a Seus filhos.
O autor
conhece a Palavra e é habilidoso escritor, soube engendrar a trama de jeito que
levantasse questões paralelas com isso desviando o olhar do leitor para longe
da Palavra.
Primeiramente
deus se apresenta ao protagonista como uma mulher negra. Alega saber que o
protagonista tem traumas e dores com a figura paterna, então, para facilitar
sua aproximação toma essa figura feminina. Acontece que se alguém repelir essa
imagem toca numa outra questão: no racismo.
Ontem depois
de escrever este artigo conversei com uma amiga. E, por isso, abro aqui esse
parêntesis. Eu nem tinha falado nada sobre este ponto, outras coisas me
pareceram mais gritantes. Mas, quando afirmei não ter gostado do livro, ela
logo disse: “você não está sendo preconceituosa só porque ele se apresenta como
uma negra?”.
Deus, o
Verdadeiro, sabe o quanto repudio o racismo. Acredito que o autor escolheu
propositalmente essa imagem para desviar o assunto para a questão do
preconceito. Acontece que ao lermos a Bíblia vemos que Deus não precisa de
subterfúgios. Jó tinha mil e um questionamentos e dores. Quando Deus fala com
ele não responde a nada do que Lhe foi perguntado. Ele fala de várias coisas
que dizem de Sua Soberania, Seu Amor e Poder. E Jó tem dissolvidas todas as
suas dúvidas diante da Graça da Presença de Deus.
O Seu Amor
destrói todo o sofisma de nossas mentes. Ele não precisa apelar, ELE É. Neste
livro vários sofismas são apresentados, mas nada se mantém de pé diante da
Palavra de Deus.
O primeiro
ponto, que pra mim já era o suficiente para abandonar o livro, foi a figura que
se apresenta como Jesus relativizar Seu Nome. Para essa figura pouco importa
seu nome e dá o crédito à sua mãe por tê-lo escolhido.
Quando sabemos
que no NOME DE JESUS HÁ PODER.
“E não há Salvação em nem um outro; porque
debaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual
importa que sejamos salvos”, At 4:12.
Quem escolheu o Seu Nome foi
Deus:
“... Eis que conceberás e darás à luz um filho, ao qual porás o nome de
Jesus...” – Lucas 1:31
Inicialmente
pontuei todas as absurdidades contidas no livro, mas decidi não apresentá-las
aqui no blog. Ele tenta relativizar, para não dizer: destruir, o Poder e a
Onisciência de Deus, a Obra Vicária de Cristo e a Sua Pessoa. Tenta substituir
o Nascer de Novo pela necessidade da evolução da alma. Tenta defender o contato
com os mortos. Tenta destruir o Poder do Perdão.
O texto
ficaria grande e eu não vou ficar dando cartaz ao que o diabo anda falando por
aí.
Deus não
precisa de advogados e não estou aqui para defendê-LO. O diabo já foi destruído
e desmoralizado na Cruz do Calvário. Ele não tem nem a chave da sua casa e nem
poder sobre a morte com a qual amedrontava as pessoas.
A Palavra fala
por Si mesma porque Ela é o Próprio Deus. Jesus é o Verbo que Se fez carne. E
veio habitar no meio de nós para revelar a Pessoa e o Amor do Pai por nós. Por
isso não se deixe iludir por fantasias que são palatáveis aos nossos desejos de
fazer alguma coisa para merecer a salvação.
Todos que
entregam sua vida ao Senhorio de Jesus Cristo têm o Poder de serem feitos
filhos de Deus.
“Mas, a todos quantos O receberam, deu-lhes
o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no Seu nome”,
Jo 1:12.
Não há outro
caminho.
Outras coisas
eu poderia ter pontuado aqui, mas não quis me alongar. Tenho minhas anotações
na “gaveta”. Não me dei ao trabalho de desmascarar uma a uma essas afirmações
porque tudo me parece muito fácil de identificar por quem conhece minimamente a
Palavra. Saber que o livro está sendo super divulgado me entristece
profundamente. Saber que ele está causando algum tipo de reboliço no meio
cristão, que não seja o total repúdio, é revoltante.
Se você já leu
essa coisa, rasgue, faça a propaganda contrária a que eles pedem. Não dê o
livro de presente como eles recomendam. Pelo contrário, em todas as
oportunidades diga a verdade, esse encontro não foi com Deus. Essa cabana deve
ser a Tenda dos Milagres, de Jorge Amado.
Se você ainda
não leu, não gaste seu tempo nem seu dinheiro. Pegue o dinheiro e vá tomar um
sorvete aproveite o calor e dê uma volta pra se distrair será muito mais
prazeroso e edificante.
Quanto ao mais,
precisamos e podemos ouvir diretamente Deus falando conosco, basta ler a
Bíblia.
Se você quer
um encontro genuíno com Deus leia a Bíblia que é a Palavra de Deus. O Verbo Se
fez carne. O próprio Jesus Se fez carne para anunciar as grandezas de Deus ao
seu coração e ao meu também.
N’Ele que é
poderoso para quebrar cadeias, mentiras e sofismas,
Denise
Gaspar 04 e 05 de fevereiro-09
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Valeu... até a próxima!