“E tudo quanto pedirdes em Meu Nome farei, a fim de
que seja glorificado no Filho. Se Me pedirdes alguma coisa em Meu Nome , Eu o farei”.
Jo14:13 e 14
Daí se pedir,
de fato, qualquer coisa. Pede-se de acordo com as necessidades, os sentimentos,
os desejos e as vontades pessoais e temporais pensando que Ele tem a obrigação
de atender prontamente só porque se acredita que os pedidos tem o aval dessa
passagem.
Essa distorção
vai crescendo e passa-se a “determinar” o que Deus “vai fazer”. E diz-se: “eu
já ‘determinei com fé’, por isso Deus ‘tem’ que fazer”. As pessoas estão
pensando que Deus tem compromisso com teologias e crenças. Só porque “eu
determinei”, segundo esse entendimento de que posso pedir o que quiser, e “com
fé”, ou seja, com a ‘crença coletiva’ de que aquilo em que acredito tem poder,
acham que Ele tem obrigação de dar o que estão pedindo.
Essa “fé”, não é a fé bíblica, é apenas a
crença de que, no minuto da ‘determinação’, Deus deixará de ser o Deus Soberano
e Benigno para ser um serviçal de meus caprichos.
Deus tem
compromisso com sua Palavra, com o que está dito por Ele. A Palavra que sai de
Sua boca não voltará vazia, Se cumprirá a Seu tempo e para glória de Seu Nome.
Deus não tem compromisso com teologias, nem com discursos veementes que criam e
fortalecem crenças que distorcem Sua Palavra.
Opa!!! Vamos
com calma! Esse papo ‘tá’ ficando pesado... vamos ao contexto do texto!
Esse versículo
está contextualizado no que é ensinado na oração de Jesus: “Venha a nós o Teu
Reino e Seja feita a Tua vontade”. Vejamos a passagem.
Na última
ceia, após a saída de Judas, Jesus começou a falar-lhes sobre o que estava para
acontecer. Disse-lhes que era hora de Ele ir para a cruz, entregar-Se para o
resgate de todo aquele que crer em quem Ele É e no Seu Sacrifício.
Disse sobre as
moradas no céu, as quais estava preparando para os que crerem. Tomé ficou interessado
nas ‘moradas’; casas e mansões de pedra, paredes de argamassa e concreto. E
perguntou-Lhe onde estavam essas construções, e qual o caminho deviam tomar
para chegar lá.
Diante da
pergunta Jesus não deixou margens a dúvidas: ‘Tomé Eu Sou o Caminho, Eu sou a
Verdade, Eu sou a Vida, Eu Sou o Acesso às moradas de comunhão com o Pai. “Se
vocês estivessem Me vendo através dos olhos espirituais, estariam vendo o Pai”.
Como sempre
acontecia, (e ainda acontece), Jesus Se referia a realidades espirituais, mas
eles só conseguiam pensar nas visíveis e materiais. Jesus estava falando que
Ele, na cruz, ia abrir o acesso a morada no céu. E foi o que aconteceu, o Seu
Sacrifício e Ressurreição nos deu livre acesso ao lugar de comunhão e intimidade
com o Pai.
E quando
Felipe pediu diretamente: “mostra-nos o Pai e isto nos basta”. Jesus respondeu:
“Ora, Felipe, estou convivendo com vocês há três anos e vocês ainda não viram o
Pai? Eu e o Pai somos Um, se você vê a Mim, também vê o Pai”.
Explicou sobre
Sua unidade com o Pai: as Minhas obras, na verdade, são as obras do Pai. A Minha
vontade é a vontade do Pai. As Minhas palavras são as palavras do Pai.
Ele já tinha
dito isso outras vezes. Como o fez após o encontro com a samaritana, por
exemplo. Ele conversou e revelou-Se a mulher, ela largou seu cântaro e foi anunciá-Lo
aos homens da cidade. Os discípulos ficaram perplexos vendo-O falar com uma
mulher e, ainda por cima, samaritana, não sabiam o que fazer e ofereceram-Lhe
comida. Ao que Jesus respondeu claramente: “A Minha comida consiste em fazer a
vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a Sua obra”.
E concluiu
dizendo que quem crer n’Ele, não como um nome mágico dito em português ou em
hebraico, como um substituto ao ‘abracadabra’; mas, quem crer n’Ele como a
Palavra Viva que Se fez carne e habitou entre nós para nos anunciar os
mistérios de Deus e nos reconciliar com o Pai por Seu Sacrifício, esse, que
crer assim, também fará as obras que estão no coração de Deus.
Daí, Suas palavras
poderem ser entendidas sem mística e com naturalidade. Agora somos novas
criaturas, somos cidadãos do Reino de Deus. Há uma nova lógica, uma nova
motivação: o Amor.
“E tudo quanto
pedirdes em Meu Nome
farei, a fim de que seja glorificado no Filho. Se Me pedirdes alguma coisa em Meu Nome , Eu o farei”.
Se tivermos comunhão com Jesus nossos desejos
não serão mais os nossos desejos de antes, aqueles que nos enchiam o coração e
nos moviam. Desejaremos aquilo que está no coração do Pai, aí, então, poderemos
chegar diante de Deus Pai, em nome do Deus Filho, e pediremos o que quisermos e
Ele o fará.
É falar com
Deus, em nome de Deus, que desejamos que se realize a Sua vontade em nós e/ou
através de nós e Deus o fará para Glória de Seu Nome e alegria nossa de sermos
vasos de honra em Suas mãos.
“E esta é a confiança que temos para com
Ele: que se pedirmos alguma coisa
segundo a Sua vontade, Ele nos ouve.
E, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que
lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”.
1Jo5: 14 e 15.
Denise Gaspar
- (19-02-08)
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