quarta-feira, 25 de novembro de 2015

O que foi dito antes é mais importante.

“E tudo quanto pedirdes em Meu Nome farei, a fim de que seja glorificado no Filho. Se Me pedirdes alguma coisa em Meu Nome, Eu o farei”. Jo14:13 e 14

Esse texto lido isoladamente parece nos dar o direito de pedirmos o que quisermos ao Pai, desde que em Nome do Filho, para que o recebamos.
Daí se pedir, de fato, qualquer coisa. Pede-se de acordo com as necessidades, os sentimentos, os desejos e as vontades pessoais e temporais pensando que Ele tem a obrigação de atender prontamente só porque se acredita que os pedidos tem o aval dessa passagem.
Essa distorção vai crescendo e passa-se a “determinar” o que Deus “vai fazer”. E diz-se: “eu já ‘determinei com fé’, por isso Deus ‘tem’ que fazer”. As pessoas estão pensando que Deus tem compromisso com teologias e crenças. Só porque “eu determinei”, segundo esse entendimento de que posso pedir o que quiser, e “com fé”, ou seja, com a ‘crença coletiva’ de que aquilo em que acredito tem poder, acham que Ele tem obrigação de dar o que estão pedindo.
 Essa “fé”, não é a fé bíblica, é apenas a crença de que, no minuto da ‘determinação’, Deus deixará de ser o Deus Soberano e Benigno para ser um serviçal de meus caprichos.
Deus tem compromisso com sua Palavra, com o que está dito por Ele. A Palavra que sai de Sua boca não voltará vazia, Se cumprirá a Seu tempo e para glória de Seu Nome. Deus não tem compromisso com teologias, nem com discursos veementes que criam e fortalecem crenças que distorcem Sua Palavra.

Opa!!! Vamos com calma! Esse papo ‘tá’ ficando pesado... vamos ao contexto do texto!

Esse versículo está contextualizado no que é ensinado na oração de Jesus: “Venha a nós o Teu Reino e Seja feita a Tua vontade”. Vejamos a passagem.


Na última ceia, após a saída de Judas, Jesus começou a falar-lhes sobre o que estava para acontecer. Disse-lhes que era hora de Ele ir para a cruz, entregar-Se para o resgate de todo aquele que crer em quem Ele É e no Seu Sacrifício.
Disse sobre as moradas no céu, as quais estava preparando para os que crerem. Tomé ficou interessado nas ‘moradas’; casas e mansões de pedra, paredes de argamassa e concreto. E perguntou-Lhe onde estavam essas construções, e qual o caminho deviam tomar para chegar lá.
Diante da pergunta Jesus não deixou margens a dúvidas: ‘Tomé Eu Sou o Caminho, Eu sou a Verdade, Eu sou a Vida, Eu Sou o Acesso às moradas de comunhão com o Pai. “Se vocês estivessem Me vendo através dos olhos espirituais, estariam vendo o Pai”.
Como sempre acontecia, (e ainda acontece), Jesus Se referia a realidades espirituais, mas eles só conseguiam pensar nas visíveis e materiais. Jesus estava falando que Ele, na Cruz, ia abrir o acesso a morada no céu. E foi o que aconteceu, o Seu Sacrifício e Ressurreição nos deu livre acesso ao lugar de comunhão e intimidade com o Pai.
E quando Felipe pediu diretamente: “mostra-nos o Pai e isto nos basta”. Jesus respondeu: “Ora, Felipe, estou convivendo com vocês há três anos e vocês ainda não viram o Pai? Eu e o Pai somos Um, se você vê a Mim, também vê o Pai”.
Explicou sobre Sua unidade com o Pai: as Minhas obras, na verdade, são as obras do Pai. A Minha vontade é a vontade do Pai. As Minhas palavras são as palavras do Pai.
Ele já tinha dito isso outras vezes. Como o fez após o encontro com a samaritana, por exemplo. Ele conversou e revelou-Se a mulher, ela largou seu cântaro e foi anunciá-Lo aos homens da cidade. Os discípulos ficaram perplexos vendo-O falar com uma mulher e, ainda por cima, samaritana, não sabiam o que fazer e ofereceram-Lhe comida. Ao que Jesus respondeu claramente: “A Minha comida consiste em fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e realizar a Sua obra”.
E concluiu dizendo que quem crer n’Ele, não como um nome mágico dito em português ou em hebraico, como um substituto ao ‘abracadabra’; mas, quem crer n’Ele como a Palavra Viva que Se fez carne e habitou entre nós para nos anunciar os mistérios de Deus e nos reconciliar com o Pai por Seu Sacrifício, esse, que crer assim, também fará as obras que estão no coração de Deus.
Daí, Suas palavras poderem ser entendidas sem mística e com naturalidade. Agora somos novas criaturas, somos cidadãos do Reino de Deus. Há uma nova lógica, uma nova motivação: o Amor.
“E tudo quanto pedirdes em Meu Nome farei, a fim de que seja glorificado no Filho. Se Me pedirdes alguma coisa em Meu Nome, Eu o farei”.
  Se tivermos comunhão com Jesus nossos desejos não serão mais os nossos desejos de antes, aqueles que nos enchiam o coração e nos moviam. Desejaremos aquilo que está no coração do Pai, aí, então, poderemos chegar diante de Deus Pai, em nome do Deus Filho, e pediremos o que quisermos e Ele o fará.
É falar com Deus, em nome de Deus, que desejamos que se realize a Sua vontade em nós e/ou através de nós e Deus o fará para Glória de Seu Nome e alegria nossa de sermos vasos de honra em Suas mãos.

“E esta é a confiança que temos para com Ele: que se pedirmos alguma coisa segundo a Sua vontade, Ele nos ouve.

E, se sabemos que Ele nos ouve quanto ao que lhe pedimos, estamos certos de que obtemos os pedidos que lhe temos feito”. 1Jo5: 14 e 15.

Denise Gaspar  (19-02-08)

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